Na Agweb: Oil World reduz previsão de safra brasileira para 85 mi de t
A produção de soja na América do Sul será 4,4% menor que as primeiras estimativas, depois dos efeitos da seca prolongada nas áreas produtivas do Brasil, informou hoje (25) a consultora Oil World, baseada em Hamburgo, na Alemanha.
A safra brasileira deve ficar em 85 milhões de toneladas em 2013-14. As estimativas anteriores apontavam para 89,5 milhões de toneladas. A previsão para a safra Argentina também foi reduzida de 54 milhões de toneladas para 53 mi de t, por conta do excesso de chuvas registrado no país.
A consultoria também reduziu as estimativas para safra do Paraguai, Bolívia e Uruguai e prevê a produção total dos cinco principais países da América Latina em 151,8 milhões de toneladas. A previsão feita em janeiro apontava para 158,8 milhões de toneladas.
“As perdas mais irreversíveis foram causadas pela seca”, informou a Oil World. “Há um alto risco de mais uma redução, se as chuvas não chegarem em volume adequado no estado do Rio Grande do Sul nas próximas duas semanas”.
A soja já subiu 6,1% este ano na Bolsa de Chicago, devido às preocupações com o tamanho da safra sul-americana.
A produção mundial de soja deverá ser de 280 milhões de toneladas, devido a uma redução de 7,8 milhões de toneladas em relação às estimativas do mês passado, segundo a Oil World. Ainda assim, a produção será 4,7% maior que a do ano passado.
Já os estoques no final do ano comercial 2013-24 deverão ficar em 73,1 milhões de toneladas, mais altos que as 63 milhões de toneladas do ano passado.
A produção total das sete principais oleaginosas, que inclui a soja, colza, semente de girassol e dendê, deverá ser de 483,5 milhões de toneladas, ou seja, 7,4 milhões de toneladas menor que as estimativas anteriores, mas ainda 5,3% maior que a safra do ano anterior.
A nova revisão da consultoria ainda não leva em conta os prejuízos causados pelo excesso de chuvas registrado no norte de Mato Grosso. Clique aqui para ver imagens e informações sobre as chuvas em Lucas do Rio Verde-MT.
O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) informou que a safra de soja do estado poderá sofrer perdas de até 15%, o que equivale a pouco mais de 2 milhões de toneladas, devido à estiagem prolongada.
Informações: Agweb
Tradução: Fernanda Bellei
3 comentários
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Liones Severo Porto Alegre - RS
Caro Dalzir, levo fé na OIO VIVO. A propósito, a Oil World já foi famosa nos anos 70, quando a Europa era o maior mercado consumidor do complexo soja, mas desde há muito tempo, ninguém dedica qualquer crédito nas suas previsões e estimativas. Somente são considerados no Brasil, onde qualquer enlatado estrangeiro faz grande sucesso. Nosso povo tem que aprender a acreditar que nós brasileiros somos competentes, faz quase 1 ano que vinha afirmando que o preço da soja seria 13,50 p/bu, onde nesse tempo compareceu por 3 vezes. Muitos adjetivos me foram atribuídos, somente achei o de ´louco`, um pouco injusto comigo que tenho completo domínio de todos os meus sentidos. O carrego dos ´cancelamentos` através de alguns meses, levaram muitos produtores a vender a sua soja com preços aviltados, na possibilidade que ditos cancelamentos fossem enfraquecer os preços. Vamos cancelar os cancelamentos e seus autores. Grande abraço.
Liones Severo Porto Alegre - RS
Caro Dalzir, levo fé na OIO VIVO. A propósito, a Oil World já foi famosa nos anos 70, mas desde há muito tempo, ninguém dedica qualquer crédito nas suas previsões e estimativas. Somente são considerados no Brasil, onde qualquer enlatado estrangeiro faz grande sucesso. Nosso povo tem que aprender a acreditar que nós brasileiros somos competentes, faz quase 1 ano que vinha afirmando que o preço da soja seria 13,50 p/bu, onde nesse tempo compareceu por 3 vezes. Muitos adjetivos me foram atribuídos, somente achei o de ´louco`, um pouco injusto comigo que tenho completo domínio de todos os meus sentidos. O carrego dos ´cancelamentos` através de alguns meses, levaram muitos produtores a vender a sua soja com preços aviltados, na possibilidade que ditos cancelamentos fossem enfraquecer os preços. Vamos cancelar os cancelamentos e seus autores. Grande abraço.
R L Guerrero Maringá - PR
O Sr. Dalzir tem toda razão.
A Oil World está fazendo o jogo dos compradores que não querem que o preço suba ainda mais. Já passou da hora da nossa CNA emitir suas próprias estatísticas para o mercado global.