Milho recua na B3 nesta 2ª feira, com pressão do dólar e sem a referência de Chicago
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Sentindo as novas baixas do dólar frente ao real e sem a referência da Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (25) em função do feriado do Memorial Day nos EUA, os preços do milho caem no pregão de hoje na B3. As cotações recuavam entre 0,1% e 0,2% nos contratos mais negociados, caminhando de lado, com o julho valendo R$ 67,10 e o janeiro, R$ 74,78 por saca.
O mercado sente não só o dólar em queda, mas também o início da colheita da segunda safra que se dá em alguma regiões. Os trabalhos de campo são iniciados com um potencial menor em áreas pontuais, porém, a oferta que será entregue é ainda robusta na expectativa dos analistas e consultores, o que continua limitando o espaço de avanço dos preços.
"Em meio à perspectiva de oferta elevada, a segunda safra vem apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras, com exceção de regiões pontuais em Goiás, no Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde as condições climáticas (geadas e tempo seco) preocupam quanto à produtividade", informa o Cepea nesta segunda.
Com isso, a liquidez do mercado de milho no Brasil permanece também limitada, com alguns compradores esperando a chegada da nova safra, ao passom em que alguns vendedores também evitam muitas vendas antecipadas em função das adversidades climáticas que ainda acometem algumas regiões de produção.
"Compradores, por sua vez, comercializam apenas pontualmente, nos momentos de valores mais baixos, visto que têm estoques para as próximas semanas", complementa o Cepea.
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