Soja sobe mais de 1% nos portos do BR nesta 4ª feira e dia é de fortes negócios

Os preços da soja subiram mais de 1% nos portos do Brasil nesta quarta-feira (14) e o dia foi de bons negócios no mercado nacional. As cotações subiram em Paranaguá e Rio Grande entre 1,18% e 1,80% com os indicativos variando de R$ 83,60 a R$ 85,50 por saca. Nos terminais de Santa Catarina, a referência já chegou aos R$ 86,00.
A alta forte do dólar foi o principal combustível para o avanço das cotações, uma vez que a moeda americana chegou a seu mais elevado patamar desde março, segundo a agência de notícias Reuters, e ficou acima dos R$ 4,00. O ganho foi de 1,86%.
"A causa é externa, com uma 'ajuda' da Argentina", disse Thiago Silencio, operador de câmbio da CM Capital Markets, à Reuters, citando a turbulência no mercado vizinho. "Mas, diferentemente de altas recentes do dólar, o movimento está ocorrendo sem pressão na liquidez, e isso indica que o Banco Central deve se manter afastado por enquanto", ponderou.
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Já no interior do país, depois de dias consecutivos de boas altas, os preços se mantiveram estáveis, com altas apenas pontuais. Os indicativos de preços ainda trabalham no intervalo de R$ 67,00 a R$ 82,00 por saca entre as principais praças de comercialização.
BOLSA DE CHICAGO
E foi essa alta no câmbio que anulou parte da pressão trazida pelas baixas fortes registradas entre os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. Os preços encerraram o dia perdendo mais de 10 pontos em um dia de intensa aversão ao risco no cenário externo. Entenda como foi o dia:
>> Em novo dia de forte aversão ao risco, commodities agrícolas perdem mais de 1%
Assim, o novembro encerrou o pregão sendo cotado a US$ 8,78 por bushel. E este é o contrato mais negociado neste momento, além de ser a referência para a nova safra norte-americana.
O mercado internacional busca agora redefinir seu caminho. Depois da divulgação dos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os traders seguem acompanhando de perto o desenvolvimento da nova safra do país para entender se os dados serão confirmados efetivamente.
Mais do que isso, o mercado se atenta também aos dados de área, aos números do Prevent Plant e à percepção dos produtores norte-americanos diante da produção de soja e milho.
Ao mesmo tempo, atenção redobrada às questões ligadas à guerra comercial entre China e Estados Unidos. O presidente Donald Trump adiou as novas tarifas sobre produtos chineses de setembro para dezembro, o que animou o mercado e o que provoca especulações de que a China poderia sinalizar um novo gesto de boa vontade, talvez até mesmo com algumas compras de produtos agrícolas dos EUA.
E com a proximidade do início da nova safra da América do Sul, atenção também à crise na Argentina, segundo explicam analistas e consultores de mercado.
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