China cancela visita à áreas de produção agrícola nos EUA e pesa sobre mercado

A visita de uma delegação chinesa à áreas de produção agrícola dos Estados Unidos que estava planejada para acontecer na próxima semana foi cancelada. Representantes da China, liderados pelo vice-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais, visitariam estados de Montana e Nebraska.
De acordo com informações da agência internacional de notícias CNBC, a delegação chinesa deverá voltar a seus país de origem mais cedo do que o esperado, portanto. Mais detalhes do cancelamento, porém, não foram informados. Os departamentos agrícolas dos dois estados confirmaram o cancelamento.
Nesta quinta-feira (19), o tour já havia sido confirmado por fontes oficiais chinesas e também por Sonny Perdue, Secretário de Agricultura dos Estados Unidos. Veja:
>> Trabalhando por acordo, delegação da China visitará áreas agrícolas dos EUA
Para analistas internacionais, esse cancelamento acaba esfriando os ânimos entre os participantes do mercado e do comércio agropecuário entre os dois países, principalmente os produtores rurais. Entre os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago, as baixas se intensificaram.
Quem lidera as perdas é a soja, que perde mais de 1%, já se encaminhando para terminar o pregão desta sexta-feira em campo negativo. Perto de 15h15 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam entre 9,75 e 10,75 pontos nos principais contratos, com o novembro já atuando na casa dos US$ 8,80 por bushel.
As notícias seguem confundindo o mercado e os traders, embora já estejam 'escaldados'. Afinal, mais cedo o presidente americano Donald Trump declarou que quer buscar um acordo completo com a China, mas reforçando que este grande consenso levará um tempo maior para ser alcançado.
Além disso, foi anunciada também nesta sexta a retirada pelos EUA de tarifas sobre mais de 400 produtos chineses, com o presidente americano citando bom progresso nas negociações com a nação asiática. Entre os itens excluído das tarifas estão de placas de circuito para processadores de computação gráfica a coleiras para cães, pisos laminados de madeira e luzes de Natal.
Leia mais:
>> EUA retiram tarifas sobre 400 produtos chineses; Trump cita avanço em discussão comercial
Trump diz que compras de produtos agrícolas pela China não bastam; quer "acordo completo"
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que quer um acordo comercial completo com a China e que as compras de produtos agrícolas pelo país asiático não são o suficiente, acrescentando que um grande acordo deve levar tempo.
"Estamos procurando um acordo completo. Não estou buscando um acordo parcial", disse Trump em entrevista coletiva com o primeiro-ministro australiano Scott Morrison.
"A China começou a comprar nossos produtos agrícolas, se você notou, na última semana. E, na verdade, têm sido compras muito grandes. Mas não é isso que estou buscando. Estou buscando um grande acordo."
Fed continuará injetando dinheiro no mercado monetário; mercado mira solução de longo prazo
NOVA YORK (Reuters) - O Federal Reserve planeja injetar dinheiro no sistema bancário dos Estados Unidos até o início de outubro, em uma tentativa de evitar outra perturbação do mercado, mas analistas veem necessidade de o banco central propor correções de longo prazo.
No início desta semana, as taxas de juros no mercado de repo dispararam para níveis não vistos desde o auge da crise global de crédito em 2008.
Bancos e Wall Street contam com esse mercado de 2,2 trilhões de dólares em recursos para financiar empréstimos e operações em outros mercados, incluindo ações e títulos.
As taxas no mercado de recompra (repo) bateram 10% na terça-feira, impulsionando outras taxas de curto prazo.
Analistas culparam pela enorme demanda de caixa o pagamento de impostos corporativos trimestrais e a liquidação (ocorrida na segunda-feira) da venda de 78 bilhões de dólares em Treasuries, operação ocorrida na semana passada.
Os profissionais também atribuíram o declínio no excedente de reservas --para cerca de 1,4 trilhão de dólares, de 2,3 trilhões de dólares em 2017-- à redução da carteira de títulos detida pelo Fed.
O BC dos EUA entrou em ação no início da terça-feira, colocando dinheiro temporário em larga escala pela primeira vez em mais de uma década para amenizar o nervosismo dos mercados.
"O Fed está simplesmente agindo como credor dos bancos a fim de oferecer apoio para que as instituições financiem o mercado, ajudando assim a equilibrar o descompasso entre oferta e demanda que puxou para cima as taxas do mercado repo", escreveram analistas da KBW em nota.
Desde terça-feira, o Fed realizou quatro rodadas de operações compromissadas, com bancos e dealers tomando empréstimos utilizando sua carteira de Treasuries e outros títulos como garantia.
Nesta sexta-feira, o Fed de Nova York, que implementa as ações de mercado pelo banco central, disse que realizará mais operações compromissadas até outubro.
Essa medida foi uma das principais razões pelas quais o Fed cortou na quarta-feira os juros que paga aos bancos sobre as reservas bancárias e em operações reversas no mercado de repo.
Diferentemente de outros episódios de forte alta nas taxas do mercado de repo, alguns analistas dizem que o que assustou o Fed na terça-feira foi o fato de que havia forte indicação de que o custo de empréstimos no mercado de fed funds estava acima do limite superior da meta de juros do Fed, até então entre 2,00% e 2,25%.
O Fed tem como meta a taxa das fed funds para conduzir a política monetária.
Se essa condição persistir, poderá gerar medo nos mercados de que os formuladores de política monetária estejam perdendo o controle das taxas de juros de curto prazo, disseram analistas.
Embora as operações de recompra devam fornecer uma ajuda temporária, analistas disseram que o Fed precisa oferecer soluções mais permanentes.
"As condições subjacentes que deram origem ao estresse no financiamento ainda estão em vigor", disse Guy LeBas, estrategista-chefe de renda fixa da Janney Montgomery Scott, na Filadélfia.
Outros analistas disseram que os formuladores de política monetária deveriam considerar o anúncio de um mecanismo permanente chamado "standing repo facility" (que ajudaria a melhorar as condições de liquidez) e/ou o aumento das compras de Treasuries.
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