Wall St fecha em alta com sinais de retomada econômica; petróleo sobe mais de 3%
NOVA YORK (Reuters) - Um rali ao final da sessão levou Wall Street a sólidos ganhos nesta terça-feira, com agentes do mercado olhando para além da agitação social generalizada e das preocupações com a pandemia e se concentrando no afrouxamento das restrições contra o coronavírus e em sinais de recuperação econômica.
As ações de tecnologia, junto com as de setores cíclicos, como industrial e financeiro, deram o maior impulso aos três principais índices acionários.
Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones vêm se se aproximado de suas máximas de todos os tempos nas últimas semanas e agora estão cerca de 2%, 9% e 13%, respectivamente, abaixo dos respectivos recordes de fechamento.
Os índices S&P 500 e Nasdaq encerraram em território positivo em seis das últimas sete sessões.
"Fatores técnicos estão impulsionando o mercado para cima, e o mercado não está prestando atenção aos possíveis problemas que os protestos poderiam ter nas economias locais", disse Peter Cardillo, economista-chefe de mercado da Spartan Capital Securities, em Nova York.
Em todo o país continuaram violentos protestos pela morte de um homem negro sob custódia da polícia, mesmo depois de o presidente Donald Trump prometer acionar militares contra os manifestantes.
Mas os sinais de recuperação econômica, impulsionados em grande parte por maciços pacotes de estímulo do Congresso dos EUA e do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) ajudaram a estimular otimismo entre investidores.
Agora, agentes do mercado aguardam o crítico relatório de empregos do Departamento do Trabalho para um retrato mais claro da extensão dos danos econômicos causados por paralisações obrigatórias. O relatório, a ser divulgado na sexta-feira, deve mostrar a taxa de desemprego subindo para um patamar histórico de 19,7%.
O Dow Jones avançou 1,05%, para 25.742,65 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,82%, para 3.080,82 pontos, e o Nasdaq valorizou 0,59%, para 9.608,38 pontos.
Preços do petróleo sobem mais de 3% antes de reunião da Opep+ e com reaberturas
NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo avançaram mais de 1 dólar por barril nesta terça-feira, impulsionados por expectativas de que grandes produtores concordem ainda nesta semana em estender cortes de bombeamento e pelo início das reaberturas em Estados norte-americanos e em alguns países após os "lockdowns" relacionados ao coronavírus.
O petróleo Brent fechou em alta de 1,25 dólar, ou 3,3%, a 39,57 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA avançou 1,37 dólar, ou 3,9%, para 36,81 dólares o barril.
Ambos os valores de referência se aproximaram de máximas de três semanas.
"Há a antecipação de que a Opep+ chegará a um acordo para estender os atuais níveis (de cortes) por mais dois meses, e ao mesmo tempo o mercado antecipa que a reabertura de economias ao redor do mundo vá elevar a demanda e nos colocar em uma posição na qual, até agosto, o mercado esteja em equilíbrio", disse Andy Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, entre eles a Rússia, que formam o grupo conhecido como Opep+, estão considerando prorrogar os atuais cortes de produção, de 9,7 milhões de barris por dia (bpd), para julho e agosto. Uma reunião do grupo deve acontecer na quinta-feira.
Pelo plano em vigor atualmente, esse nível de cortes perduraria por maio e junho, passando para uma redução de 7,7 milhões de bpd entre julho e dezembro. A Arábia Saudita, segundo fontes, tem pressionado para manter as reduções mais profundas por um período maior de tempo.
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