Exportadores de alimentos dos EUA desistem da China após restrições por coronavírus, diz grupo
CHICAGO (Reuters) - Os pedidos chineses para que fornecedores externos garantam que suas cargas de alimentos estão livres do novo coronavírus estão fazendo com que alguns exportadores renunciem ao mercado da China, disse nesta sexta-feira um grupo que representa agricultores dos Estados Unidos.
A Western Growers, que representa empresas que produzem metade das frutas frescas, vegetais e nozes dos EUA, confirmou que muitos de seus membros receberam tais solicitações das autoridades chinesas.
"Isso está mudando a forma como alguns de nossos produtores reagem ao mercado", disse Dennis Nuxoll, vice-presidente para assuntos relacionados ao governo federal do grupo. "Alguns deles não vão exportar."
Grandes exportadores de carnes, como a JBS e algumas empresas norte-americanas, concordaram em assinar declarações garantindo a segurança de seus carregamentos. Outros, como exportadores de soja, não o fizeram.
Nuxoll se recusou a dizer quais empresas estão desistindo de exportar para a China.
Segundo Nuxoll, os exportadores estão preocupados com a possibilidade de autoridades chinesas rejeitarem produtos perecíveis, o que faria dos embarques uma perda total.
A Western Growers reclamou, nesta semana, sobre o assunto ao Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) e com o representante comercial do país (USTR), e o governo disse que se dedicaria ao tema, segundo Nuxoll.
O USDA e o USTR não responderam a pedidos por comentários.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, o USDA e a Administração de Medicamentos e Alimentos dos EUA (FDA) afirmaram que "os esforços de alguns países para restringir as exportações globais de alimentos relacionando-as à transmissão da Covid-19 não são consistentes com o conhecimento científico a respeito da transmissão".
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