Minério de ferro no atacado pressiona e IGP-M sobre 1,89% na 1ª prévia de janeiro, diz FGV

Os preços do minério de ferro sem atacado pressionaram e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) iniciado 2021 com alta de 1,89% na primeira prévia de janeiro, depois de subir 1,28% no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.
Na primeira prévia do mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, acelerou a alta a 2,42%, de 1,39% na primeira prévia de dezembro.
"A aceleração do IPA registra nova pressão trazida por aumento no preço do minério de ferro, cuja variação passou de -3,65% para 23,45%. Com este movimento, uma commodity passa a acumular alta de 134,63% em 12 meses ”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,38% na primeira prévia de janeiro, contra alta de 0,86% no mês anterior.
O destaque ficou para o grupo Educação, Leitura e Recreação, comparados os preços passaram a cair 2,99% no primeiro decêndio de janeiro de uma alta de 3,52%. Neste grupo, o item passagem aérea deixada para trás o avanço de 26,08% para passar a cair 23,32%
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou a alta a 0,94% no primeiro decêndio de janeiro, depois de ter subido 1,24% no mesmo período de dezembro.
O IGP-M é usado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.
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