Soja: Após 2ª feira muito volátil, mercado em Chicago fecha o dia em campo misto

Depois de mais uma sessão de intensa volatilidade, os futuros da soja fecharam o pregão desta segunda-feira (1) em campo misto na Bolsa de Chicago, com oscilações tímidas e limitadas. Ao longo do dia, os preços da oleaginosa chegaram a perder mais de 12 pontos.
Assim, o março encerrou a sessão com baixa de 4,75 pontos, valendo US$ 13,62 e o agosto com ata de 1,25 ponto e sendo cotado a US$ 13,00 por bushel, depois de, durante os negócios, operar abaixo deste patamar.
O mercado precisa de novas notícias para voltar a se posicionar de forma mais incisiva, olhando ainda para o clima na América do Sul e o desenvolvimento da colheita no Brasil. De acordo com informações da AgRural, apenas 1,9% da área já foi colhida, sendo o índice mais baixo para o fim de janeiro desde a safra 2010/11.
Os traders dão sequência aos seus reajustes mesmo diante de novas notícias do lado da demanda, com o anúncio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com vendas de milho e farelo de soja nesta segunda.
Paralelamente, segue a atenção também sobre o andamento do mercado financeiro, a movimentação do dólar e à oferta norte-americana ainda bastante limitada. O USDA também trouxe seus números atualizados para os embarques semanais e os dados, apesar de ficarem dentro do esperado, vieram fortes.
Na semana encerrada em 28 de janeiro, o país embarcou 1,792,367 milhão de toneladas de soja, contra expectativas que variavam de 1,1 milhão a 2,150 milhões de toneladas. Os embarques norte-americanos continuam caminhando em ritmo bastante acelerado e já superam em 77% o mesmo período do ano passado. Em toda tempodrada, o país já embarcou 47,252,083 milhões de toneladas e o USDA estima as exportações 2020/21 de soja do país em 60,7 milhões.
E entre as vendas, o percentual leva o comprometimento da safra 2020/21 a mais de 95% nos EUA, além de estoques extremamente ajustados, enquanto o consumo permanece ainda bastante focado no mercado norte-americano.
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