Milho: Preços sobem nos mercados futuro e físico do Brasil nesta 4ª feira

A movimentação positiva e de valorização dos preços do milho continua nos mercados brasileiro e externo e permanece refletindo a demanda intensa pelo cereal e a oferta bastante limitada. No Brasil, as altas foram registradas não somente no mercado futuro, mas também no físico. Nos portos, valores estáveis.
Nesta quarta-feira (24), os ganhos entre as praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas ficaram entre 0,63% e 1,32% como foi o caso de Palma Sola, em Santa Catarina. No porto de Paranaguá, o grão disponível terminou o dia com estabilidade, ainda nos R$ 83,00 por saca. Em Santos, a referência para setembro também ficou estável e encerrou o dia com R$ 77,00.
Os vendedores permanecem mais reticentes em efetivar novos negócios e, do lado dos compradores, há preocupação com os fretes, que subiram substancialmente nos últimos dias.
B3
As altas das cotações do milho na B3 variaram entre 0,51% e 1,69%, com as oscilações mais expressivas sendo registradas nos vencimentos mais distantes, já repercutindo as preocupações com a safrinha 2021. O atraso da colheota da soja compromete o plantio da segunda safra e pode reduzir o potencial produtivo das lavouras plantadas mais tarde, fora da janela ideal.
O que limita os ganhos agora, mesmo que momentaneamente, é o dólar em baixa. A limitação, no entanto, é pontual dado que mesmo em queda, a moeda americana segue valorizada frente à brasileira e acima dos R$ 5,40.
Assim, o contrato março fechou o dia com R$ 88,75 e o setembro, com R$ 80,00 por saca.
BOLSA DE CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, os futuros do cereal fecharam a quarta-feira subindo entre 4,50 e 6,75 pontos, levando o março a US$ 5,59 e o maio a US$ 5,57 por bushel.
Analistas e consultores internacionais explicam que o suporte aos preços dos grãos na CBOT vai além de seus próprios fundamentos e que passam também por ganhos de outras commodities."Se os preços do petróleo continuarem subindo é favorável para o complexo de grãos", diz à Reuters Internacional o agroeconomista Phin Ziebell.
O frio intenso nos Estados Unidos também é uma preocupação para o mercado futuro norte-americano. O plantio do cereal já começa no próximo mês em algumas regiões do país e precisa de condições climáticas melhores para que os trabalhos de campo sejam, de fato, efetivados.
"Em outros anos já estaria esquentando e os produtores preparando o solo. Mas, no momento tudo congelado", diz Vlamir Brandalizze.
Paralelamente, atenção à conclusão da safra argentina - que volta a sofrer com problemas de clima - e a demanda forte da China. Na volta do feriado do Ano Novo Lunar, o país asiático voltou faminto por grãos e as condições também servem de combustível aos preços.
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