Feijão, por Ibrafe: Rede multinacional varejista promete descontos de até 30% em alimentos básicos
Carrefour oferece descontos de até 30% em itens como arroz e feijão. Com esta manchete a imprensa noticiou a disposição do Carrefour em colaborar com o momento delicado que a população brasileira vive. Mas falta explicar quem pagará a conta? Certamente não será a rede de hipermercados que abrirá mão de ganho. Faltou explicar que esta rede é multinacional que não justificará aos acionistas que decidiu ajudar os consumidores.
Pode ser que o objetivo seja alcançado de baixar os valores pagos pelos consumidores nos produtos básicos, mas isso será inédito se eles abrirem mão efetivamente de algum ganho. É muito provável que quem pagará a conta será o produtor de Feijão e dos demais itens básicos para que a rede faça marketing acima de tudo. É hora de monitorarmos de perto os valores que estarão pagando pelos alimentos básicos e os valores que estarão vendendo aos consumidores.
Tomando como base os valores levantados pela CONAB de janeiro de 2019 para cá, praticados em Minas Gerais tem-se números reveladores. Os empacotadores a muito tempo têm denunciado que não estão conseguindo negociar com as redes e estão sim sendo massacrados em suas margens. Nem denunciar podem. Ou se adapta e se cala ou estará fora das redes de supermercados que dominam o varejo nacional. É claro que entre os dois valores a que se descontar a quebra, embalagem, frete, mas de maneira geral os números revelam margens bastante generosas entre o valor pago ao produtor e o valor pago lá na gôndola pelo consumidor. Que se explique quem está envolvido, qual a razão para em plena pandemia as margens terem chegado em alguns momentos acima de 100%?
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