Produção leiteira robotizada pode elevar entre 10% a 15% a captação de leite
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Entrevista com João Vicente Pedreira - Gerente Comercial da Lely sobre a Introdução de robôs na produção de Leite
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A robotização no manejo das vacas leiteiras pode fazer a captação do leite aumentar e reduzir o gasto com o alimento concentrado, direcionado aos animais que estejam, de fato, com a necessidade do consumo do produto. Segundo o gerente comercial da Lely, fabricante de robôs e softwares para a pecuária leiteira, João Vicente Pedreira, o número médio de ordenhas/dia por vaca pode passar de 2 (no sistema mecanizado) para 3 no robotizado, elevando entre 10% a 15% na captação.
"Para quem já consegue fazer uma média de três ordenhas por dia, implantando o sistema robotizado é possívelo ter um ganho de cercad e 8%", aponta Pedreira.
Além de melhorar a captação, o sistema mostra ao produtor quais animais estão no pico produtivo e qual está entrando em fase final de lactação, época de cio para fazer a inseminação, problemas de saúde das vacas e qualidade do leite.
O mecanismo também permite que toda a movimentação das vacas seja acompanhada à distância, até o oferecimento de água e alimento, direcionando e otimizando a oferta do concentrado de forma personalizada a cada animal. Com o acompanhamento detalhado da rotina das vacas, o produtor consegue tomar as decisões de manejo de maneira mais eficiente e antecipada, além de promover maior longevidade às vacas por meio do bem-estar animal.
"Para o produtor que já tem a estrutura de confinamento e os animais, a estimativa é de que o investimento para o manejo robotizado seja de cerca de R$ 1 milhão, que acaba se pagando em torno de quatro anos e meio, cinco anos", explica.
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