SP tem oferta regular de animais e escalas de abate mantendo média de 7 dias, o que limita altas nas cotações da @ boi
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Entrevista com Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo
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No estado de São Paulo, as programações de abate seguem com a média de sete dias úteis para as grandes indústrias frigoríficas que se planejaram com os animais de confinamento. No entanto, esse cenário deve limitar novas altas para as cotações da arroba no curto prazo.
De acordo com o analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, a oferta de animais segue contínua no estado de São Paulo com a saída de gado do confinamento. “Isso está dando uma certa tranquilidade para as indústrias localizadas no estado de São Paulo. As grandes indústrias investiram em confinamento próprio e se organizaram para não ter falta de gado neste período”, destacou.
As escalas de abate estão ao redor de sete dias úteis no estado de São Paulo, sendo que alguns frigoríficos em Ribeirão Preto contam com programações preenchidas até o final do mês de junho. “Com as escalas nestes patamares não devemos ter uma explosão de preços no curto prazo”, informou.
Na semana passada, os participantes do aplicativo da Agrobrazil informaram negócios de R$ 325,00/@ na praça paulista. “Nós devemos ficar neste nível de preço para os próximos meses, pois é a oferta restrita de animais que impulsiona as cotações da arroba”, ressaltou.
O estado do Mato Grosso do Sul passa por um cenário crítico com a falta de oferta e as escalas de abate não ultrapassam de quatro dias úteis. “No aplicativo da Agrobrazil tem negócios ao redor de R$ 310,00/@, porém se a indústria quiser preencher as escalas vão ter que ofertar preços maiores”, comentou.
Na última sexta-feira, o preço do boi casado no atacado estava próximo de R$ 21,60/kg no estado de São Paulo, isso equivale a um animal de R$ 309,00/@. “As indústrias conseguem R$ 20,00 a mais com a venda dos miúdos, ou seja, o frigorífico consegue um remuneração no valor de R$ 329,00/@. Isso deixa fôlego para as indústrias pagarem valores maiores”, disse Junqueira.
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