Embarques de carne de frango seguem acima do desempenho de julho/20, mesmo com embargo saudita
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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (19), as exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas nos 12 dias úteis de julho, seguem em ritmo aquecido.
Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho da carne de frango brasileira é excelente, pontuando a competitividade da proteína frente aos países concorrentes.
"Apesar de o embargo saudita à 11 frigoríficos brasileiros, as exportações estão indo muito bem. O Brasil tem muitos parceiros comerciais, exportações pulverizadas, o que ajuda a distribuir os volumes", disse.
Uma das surpresas entre o levantamento feito pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira foi o desempenho da Arábia Saudita, que aumentou a quantidade de carne de frango importada do Brasil em 12,54%, e o faturamento em 29,23% neste primeiro semestre em comparação ao período de 2020.
O desempenho saudita na parceria comercial dom o Brasil surpreende porque no início de maio deste ano, a Arábia Saudita embargou a habilitação de 11 frigoríficos processadores de carnes de aves do Brasil.
Segundo o secretário geral da entidade, Tamer Mansour, ainda que os sauditas estejam se preparando para aumentar a produção local de carne de aves, isso não deve se concretizar no curto prazo, dada a estrutura que precisa ser desenvolvida no país, mas também pelo preço competitivo da proteína brasileira.
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A receita obtida com as exportações de de carne de frango por enquanto neste mês, US$ 356.698,746, representa 79,8% do montante obtido em todo julho de 2020, que foi de US$ 446.624,154. No caso do volume embarcado, as 207.616,169 toneladas são 61,6% do total exportado em julho do ano passado, quantia de 337.256,992 toneladas.
O faturamento por média diária neste início de julho, US$ 29.724,8955, foi 53,08% maior do que julho do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve queda de 6,3%.
No caso das toneladas por média diária, foram 17.301,347, aumento de 17,99% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se baixa de 4,9%.
Já o preço pago por tonelada, US$ 17.18,068 foi 29,74% superior ao praticado em julho do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve queda de 1,5%.
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