Voto impresso não é mecanismo adequado de auditoria, dizem Barroso e ex-presidentes do TSE
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BRASÍLIA (Reuters) - A impressão do voto digitado na urna eletrônica não é um mecanismo adequado de auditoria e o sistema eletrônico de votação é auditável em todas as suas etapas, afirmaram em nota nesta segunda-feira o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, e 17 ex e futuros presidentes da corte eleitoral.
O documento, divulgado em meio às constantes acusações sem provas do presidente Jair Bolsonaro de que a urna eletrônica é sujeita a fraudes e aos frequentes ataques dele a Barroso, afirma ainda que desde a implementação da urna eletrônica, em 1996, nunca foi comprovada a existência de fraude no processo eleitoral.
"O voto impresso não é um mecanismo adequado de auditoria a se somar aos já existentes por ser menos seguro do que o voto eletrônico, em razão dos riscos decorrentes da manipulação humana e da quebra de sigilo", afirma a nota.
Bolsonaro tem defendido a aprovação pelo Congresso de uma Proposta de Emenda à Constituição que estabeleça a impressão do voto após ele ser digitado na urna e tem afirmado que, sem a adoção dessa medida, a eleição do ano que vem, quando ele deverá tentar se reeleger, será uma farsa.
(Reportagem de Lisandra Paraguassu)
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