Colheita do milho vai à 58% no MS e pressiona queda do preço de cereal, diz Famasul
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A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização da produção de milho no estado.
De acordo com o levantamento a projeção de produtividade média segue mantida no patamar da semana anterior, 52,3 sacas por hectare, o que resultara em uma produção total de 6,285 milhões de hectares.
De olho no clima, a publicação aponta que a estiagem vivida no estado, neste momento, é benéfica para a safra. “A semana passada foi marcada por estiagem em todo estado. De acordo com os modelos agroclimáticos a estiagem agrícola no estado chega em média a 55 dias, porém, o momento é de colheita e a estiagem contribui para o avanço”, diz a Famasul.
Essas atividades de colheita do cereal seguem progredindo e subiram dos 36,8% da semana passada para 58% até a última sexta-feira (20). No mesmo período do ano passado, a colheita já estava em 49,2% do total.
“A operação de colheita avançou cerca de 16,6 pontos percentuais nos últimos 7 dias. No campo pode ser observado produtividades com rendimentos de 100 sc/ha até rendimentos baixíssimos, chegando a 8 sc/ha”, relata a publicação.
Na avaliação da qualidade das lavouras, a Famasul manteve apenas 1% das lavouras como em boas condições, 36% em regulares e os outros 63% sendo avaliadas como ruins, mesmos índices do reporte anterior.
O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de stand, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo. Em uma classificação “regular”, encontra-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, stand razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como “bom”, quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.
“No início da 2ª safra de milho 2020/2021 havia a expectativa de um volume 9,013 milhões de toneladas de grãos e uma produtividade média de 75 sc/ha. Entretanto, a ocorrência de adversidades climáticas nas principais regiões produtoras do estado, em especial o reduzido volume de chuvas, afetaram diretamente o desenvolvimento fenológico e a granação do milho, levando a maioria das lavouras a serem enquadradas na classificação “regular e ruins”. Observou-se a campo, lavouras com espigas com má formação, plantas que não desenvolveram, estandes irregulares, dentre outros problemas que afetaram diretamente o potencial produtivo da cultura. Entre os dias 27 de junho a 01 de julho, as regiões centro, oeste, sul, sudoeste, sul-fronteira e sudeste, também foram afetadas por geada”, diz a entidade.
Enquanto isso, o preço da saca do milho em Mato Grosso do Sul apresentou desvalorização de 1,36% entre 16 e 23 de agosto de 2021. O cereal encerrou o período negociado a R$ 90,75. Na comparação dentro do mês, a saca já recuou 2,42% do começo de agosto até agora.
“O avanço da colheita pressiona os preços, mas o espaço para queda fica limitado pelo volume restrito de produto e pela valorização do dólar”, explica a Famasul.
Por outro lado, em agosto o valor médio foi R$ 92,10/sc, o que representou alta de 119,28% em relação ao valor médio de R$ 42,00/sc no mesmo período de 2020.
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