Previsões sobre PIB em 2022 estão exageradas; inflação vai incomodar mais, afirma Guedes
![]()
O ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu que a economia vai desacelerar com força em 2022, mas pontuou que as previsões de que não haverá crescimento estão exageradas, ao passo que a inflação vai incomodar mais.
Ao participar presencialmente do Encontro Nacional da Indústria da Construção, ele avaliou que o avanço inflacionário é do "tipo chato" e "indigesto", ligado a um choque adverso de oferta.
"Desacelera sim. Por isso que a gente não vai crescer 4,5% ou 5% de novo, vai crescer bem menos. Mas partir daí pra dizer que vai ter recessão é a turma da falsa narrativa, não é isso que vai acontecer, vai dar desacelerada forte", afirmou.
Guedes disse que ficará tranquilo com a inflação quando os juros básicos estiverem à frente do avanço de preços na economia.
"Hoje nós estamos com a inflação ainda na frente dos juros ... na hora que você tiver o juro real funcionando a coisa começa a amainar de novo", afirmou.
O ministro elogiou em seguida o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e indicou que a política monetária "leva um tempo para funcionar".
"Eu sou da geração antiga que era à machadada. Na época do Paul Volcker (ex-presidente do BC norte-americano), você dava uma pancada nos juros de uma vez só, vendia bilhões de dólares de reserva, afundava o câmbio logo. Mas é outra geração, tem hoje toda uma metodologia de combate que é baseada nas metas de inflação, no aviso, justamente pra não causar muito desacerto, muita turbulência na economia", disse.
0 comentário
Escalada entre EUA e Irã pode ameaçar superávit no mercado de petróleo em 2027, diz AIE
Hong Kong tem melhor semana em nove meses com ganhos do setor de internet na China
EUA encerram investigação sobre aeronaves e peças importadas sem propor novas tarifas
Warsh convoca grupo de especialistas externos ao Fed para supervisionar revisão; Armínio Fraga fará parte
Dólar acompanha exterior e cai ao menor valor em três semanas
Williams, do Fed, espera queda em preços de energia mesmo com recrudescimento do conflito no Oriente Médio