Milho fecha 3ªfeira em alta e se consolida acima dos R$ 90,00 na B3
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A terça-feira (19) chega ao final com os preços futuros do milho consolidando seu caminho altista na Bolsa Brasileira (B3) e se posicionando acima dos R$ 90,00 para as principais cotações.
O vencimento maio/22 foi cotado à R$ 90,90 com ganho de 1,30%, o julho/22 valeu R$ 92,00 com valorização de 1,49%, o setembro/22 foi negociado por R$ 92,95 com alta de 1,35% e o novembro/22 teve valor de R$ 94,45 com elevação de 1,33%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 reflete o dólar subindo que acaba dando fôlego às cotações em reais e leva o mercado de exportação hoje para a faixa de R$ 89,00 à R$ 93,00 e chances de pagar ainda mais.
“A B3 está corrigindo as posições para cima de R$ 90,00 e há espaço para crescer um pouco mais”, destaca Brandalizze.
Os 10 primeiros dias úteis de abril registram o embarque de 238.383,1 toneladas pelo Brasil de milho não moído, exceto milho doce, de acordo com o relatório divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Sendo assim, o volume acumulado neste período já corresponde 82,14% mais do que as 130.876,3 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de abril de 2021.
No mesmo período, o Brasil importou 112.638,9 toneladas de milho. Isso significa que, nos 10 primeiros dias úteis do mês, o país já recebeu 45,7% a mais do que foi registrado em todo abril de 2021 (77.308,4 toneladas). Sendo assim, a média diária de importação ficou em 11.263,9 toneladas contra 3.865,4 do mesmo mês do ano passado, aumento de 191,4%.
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No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve um dia de altas. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorizações apenas em Castro/PR, Rio do Sul/SC e Oeste da Bahia. Já as valorizações apareceram em Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Brasília/DF, Dourados/MS, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “a saca em Campinas/SP inicia a semana em estabilidade no patamar de R$87,50”.
Mercado Externo
Já a Bolsa de Chicago (CBOT) foi perdendo força ao longo desta terça-feira e encerrou o segundo dia da semana acumulando recuos para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento maio/22 foi cotado à US$ 8,04 com desvalorização de 9,25 pontos, o julho/22 valeu US$ 7,99 com queda de 7,25 pontos, o setembro/22 foi negociado por US$ 7,61 com perda de 4,50 pontos e o dezembro/22 teve valor de US$ 7,47 com baixa de 2,75 pontos.
Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última segunda-feira (18), de 1,11% para o maio/22, de 0,99% para o julho/22, de 0,65% para o setembro/22 e de 0,27% para o dezembro/22.
Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho da Bolsa de Chicago caíram nesta terça-feira, consolidando-se abaixo da máxima de uma década alcançada antes, com traders avaliando os riscos para a oferta global da guerra na Ucrânia e um lento início de plantio nos Estados Unidos.
O clima frio que está retardando o início das plantações de milho nos Estados Unidos sustentou os preços. O mercado é particularmente sensível a problemas potenciais para a safra de milho dos EUA, já que a invasão da Ucrânia pela Rússia paralisou as exportações massivas de grãos ucranianos.
“Certamente, qualquer melhora no clima no meio-oeste dos EUA também levará a algum lucro”, disse Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage em Iowa.
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