UE planeja viver sem gás russo em meio a aumento da inflação
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Por Jan Strupczewski e Kate Abnett
BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Europeia se reuniram nesta sexta-feira para se preparar para novos cortes no gás russo, limitar o impacto sobre a inflação e buscar suprimentos alternativos, acusando Moscou de militarizar a questão da energia por meio de um aperto no fornecimento que a Alemanha alertou que poderia fechar parcialmente sua indústria.
Um dia após as comemorações pela colocação de Kiev no caminho para a adesão ao bloco, a cúpula de sexta-feira em Bruxelas foi uma reflexão sobre o impacto econômico da invasão da Ucrânia pela Rússia.
"O conceito de energia barata se foi e o conceito de energia russa se foi essencialmente e estamos todos no processo de garantir fontes alternativas", disse o primeiro-ministro da Letônia, Krisjanis Karins, acrescentando que os governos precisam "apoiar as partes da sociedade que mais sofrem".
Os líderes dos 27 países da UE vão, de acordo com um esboço de comunicado da cúpula visto pela Reuters, culpar a guerra que começou exatamente quatro meses atrás por um enorme aumento nos preços e pela queda do crescimento global.
Após sanções ocidentais sem precedentes impostas por causa da invasão, uma dúzia de países europeus até agora foi atingida por cortes nos fluxos de gás vindos da Rússia.
"É apenas uma questão de tempo até que os russos fechem todos os envios de gás", disse uma autoridade da UE antes das negociações de sexta-feira.
O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, alertou que seu país está caminhando para uma escassez de gás se os suprimentos russos permanecerem tão baixos quanto atualmente, e algumas indústrias terão que fechar.
A UE dependia da Rússia para até 40% de suas necessidades de gás antes da guerra --55% para Alemanha-- deixando uma enorme lacuna em um mercado global de gás já apertado.
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