Rússia diz a secretário-geral da ONU que está disposta a ajudar a evitar crise alimentar
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(Reuters) - A Rússia disse nesta quarta-feira estar pronta para trabalhar com a Organização das Nações Unidas (ONU) para combater os riscos de uma crise alimentar global, e está disposta a cumprir suas obrigações de exportar alimentos e fertilizantes.
Os compromissos foram assumidos em uma conversa entre o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse o ministério de Lavrov em comunicado.
Entretanto, o comunicado não anunciou quaisquer novas medidas concretas e repetiu acusações russas anteriores de que as ações ucranianas e as sanções ocidentais são as culpadas pela crise.
"Foi enfatizado que a exportação de grãos ucranianos é dificultada pela mineração do Mar Negro por Kiev", disse Lavrov.
"Além disso, foi confirmada a prontidão da Rússia em continuar cumprindo suas obrigações de exportar alimentos e fertilizantes, apesar do fato de sua implementação ser significativamente complicada pelas sanções unilaterais ilegais dos Estados ocidentais e pela ruptura das cadeias de produção e fornecimento globais devido à pandemia do coronavírus".
A guerra da Rússia na Ucrânia exacerbou uma crise alimentar global, provocando uma alta nos preços de grãos, óleos de cozinha, combustíveis e fertilizantes.
A Rússia e a Ucrânia são responsáveis por quase um terço do abastecimento mundial de trigo, enquanto a Rússia é também um importante exportador mundial de fertilizantes e a Ucrânia é um importante exportador de milho e óleo de girassol.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, os embarques de grãos ucranianos de seus portos do Mar Negro estagnaram, e milhões de toneladas de grãos estão paradas em silos.
A Rússia diz que as sanções ocidentais contra ela estão piorando a situação. As sanções não visam diretamente seus grãos e fertilizantes, mas atingiram as exportações devido à dificuldade de organizar a navegação, os seguros e as finanças.
Lavrov disse a Guterres que a Rússia está disposta a trabalhar ainda mais para reduzir a ameaça de uma crise alimentar, inclusive em coordenação com a ONU, acrescentou a declaração russa, sem fornecer detalhes.
(Reportagem de Mark Trevelyan)
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