Yellen vê algum uso em intervenção cambial, mas não para vantagem competitiva
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Mercados emergentes e países de baixa renda podem se beneficiar, em alguns casos, da gestão do fluxo de capital e da intervenção cambial, mas não devem usar essas ferramentas para obter uma vantagem competitiva injusta ou atrasar ajustes no balanço de pagamentos, disse a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, nesta sexta-feira.
Yellen disse às autoridades financeiras do Grupo dos 20 de grandes economias que a guerra da Rússia contra a Ucrânia está exacerbando a inflação e prejudicando as posições fiscais dos governos, ao mesmo tempo que gera fluxos de capital mais voláteis --num momento em que muitos países ainda estão se recuperando da pandemia de Covid-19.
O aperto das condições financeiras está provocando uma saída de investimentos em carteiras de mercados emergentes, disse Yellen, observando que é essencial que os países mantenham ou reforcem suas estruturas para gerenciar os riscos associados.
Ela disse que a nova Estrutura Integrada de Política do Fundo Monetário Internacional, apresentada em março, pode ajudar os países a analisarem suas opções, e permitir que um conjunto mais amplo de ferramentas ajuda os países a atingirem os objetivos domésticos.
Isso significa que os mercados emergentes e os países de baixa renda poderiam se beneficiar, em algumas circunstâncias, da gestão do fluxo de capitais e da intervenção cambial, juntamente com políticas monetárias, fiscais e macroprudenciais.
Mas Yellen, que muitas vezes ressalta a necessidade de taxas de câmbio orientadas pelo mercado, disse que há limites para o uso de tais ferramentas.
"Por exemplo, continua sendo importante que a intervenção cambial não seja usada para criar uma vantagem competitiva injusta ou atrasar os ajustes necessários no balanço de pagamentos", disse ela.
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