Dólar se afasta de máximas ante real, mas receios sobre China seguem no radar
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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar devolveu boa parte de seus ganhos contra o real nesta segunda-feira, pressionado por fluxos pontuais para o mercado brasileiro, mas temores de recessão global --reforçados neste pregão por dados fracos da China-- continuavam no radar de investidores.
Às 13:39 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,15%, a 5,0820 reais na venda.
Na B3, às 13:39 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,07%, a 5,1070 reais.
Mais cedo, a moeda à vista chegou a avançar 1,33%, a 5,1418 reais, acompanhando movimento globalmente coordenado de busca por segurança após dados mostrarem que a economia chinesa desacelerou inesperadamente em julho, com as atividades industrial e varejista sofrendo com a política de Covid zero e uma crise imobiliária no país.
Isso levou o banco central chinês a cortar suas principais taxas de empréstimo inesperadamente nesta segunda-feira, buscando reanimar a demanda.
"Dados sobre a atividade da economia por lá (China) assustaram o mercado, principalmente os países ligados a commodities, como o Brasil", disse à Reuters Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.
Mas, "depois disso, o mercado atenuou muito a queda na Bovespa, e acabou então havendo um fluxo pontual para o Brasil que deixou o dólar mais ameno, distanciando-se das máximas", acrescentou ele, citando preços atrativos de alguns papéis no mercado de ações local.
Por volta de 13h40 (de Brasília), o Ibovespa tinha alta de 0,11%, a 112.889,98 pontos, devolvendo perdas de mais cedo.
Apesar dessa melhora no mercado doméstico, seguem reverberando as notícias envolvendo a China, afirmou Bergallo.
(Por Luana Maria Benedito)
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