Por Auxílio Brasil de R$600 em 2023, país pode taxar super-ricos ou declarar calamidade, diz Guedes
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(Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que o Auxílio Brasil de 600 reais está garantido para o ano que vem, acrescentando que, para financiá-lo, o país poderá taxar os super-ricos ou, em caso de continuidade da guerra na Ucrânia, declarar novamente estado de calamidade.
O projeto orçamentário de 2023 encaminhado ao Congresso pelo governo na quarta-feira previu benefício de cerca de 400 reais para o ano que vem, mas o governo disse que buscará meios de garantir a manutenção do valor de 600 reais em vigor desde o mês passado após o Congresso ter aprovado estado de calamidade tendo como justificativa as dificuldades impostas à economia pela guerra na Ucrânia.
Em evento no Rio, Guedes disse que as receitas decorrentes de um imposto de renda sobre lucros e dividendos tal como proposto pelo governo e aprovado pela Câmara dos Deputados somariam cerca de 69 bilhões de reais, o que permitira reajustar a tabela do IR para pessoas físicas e pagar o Auxílio Brasil de 600 reais em 2023.
O ministro, porém, ressalvou que não se consideram valores acima de 600 reais para o benefício, citando a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Guedes comemorou o crescimento de 1,2% do PIB no segundo trimestre, afirmando que, mesmo que o país não crescesse nada no segundo semestre --o que segundo ele não vai acontecer--, o PIB aumentaria ao redor de 2,5% em 2022.
O ministro rechaçou visões, segundo ele, pessimistas em relação à atividade econômica, argumentando que neste ano o "freio de mão" da economia está puxado pelos juros mais altos, mas que em 2023 os custos dos empréstimos e a inflação cairão.
(Por Rodrigo Viga Gaier)
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