Feriado de 7 de setembro pode desacelerar negociações de frigoríficos; escalas começam a reduzir; segundo especialista
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Feriado de 7 de setembro pode desacelerar negociações de frigoríficos; escalas começam a reduzir; segundo especialista
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Tradicionalmente as negociações no mercado do boi são mais intensas entre as terças e quinta-feiras, e esta semana, com o feriado da Independência do Brasil na quarta-feira, deve haver uma desaceleração no processo, de acordo com o médico veterinário e diretor da HN Agro, Hyberville Neto.
Ele explica que, apesar disso, o feriado pode animar um pouco a ponta consumidora, já que a data está na semana em que boa parte da população recebe os salários e o dia de folga acaba sendo propício para churrascos entre amigos e familiares.
"O mercado está com um viés não muito bom, com a venda de gado sendo atrapalhada pelo feriado, mas este ajudando a venda da carne na pónta final", afirma o especialista.
Neto pontua ainda que o setor começa a chegar mais perto de encontrar um "piso" para os preços, com as escalas na maioria dos frigoríficos começando a entrar em um cenário de normalidade. "A maior parte das plantas está com escala média de sete dias, e algumas pontuais de até 20 dias. "Pecuaristas ainda seguem duros na queda, porque ainda há espaço para alguma baixa, ams ao mesmo tempo, os frigoríficos vendo as escalas encurtarem começam a ver que precisam ficar espertos para comprar gado", disse Hyberville Neto.
Apesar de muitos pecuaristas ainda estarem retendo os animais, seja em confinamento ou semiconfinamento, consequentemente elevando custos de produção, Neto destaca que as margens de venda ainda devem ser boas, uma vez que os patamares em São Paulo para o mercado interno giram em torno de R$ 285,00 a R$ 290,00 a arroba e R$ 300,00 para o boi china.
Para além disso, o especialista aponta que o recorde de exportação de carne bovina registrado neste final de agosto mudou o sentimento do mercado, já que as agroindústrias que operam no mercado externo têm garantido bons rendimentos.
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