Real tem pela frente maior volatilidade com aproximação de eleições, diz BofA
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(Reuters) - O real --a moeda de melhor desempenho do mundo neste ano e que oferece a maior taxa real de juros global entre pares comparáveis-- tem sido sustentado pela recente recuperação dos preços das commodities, mas tem pela frente perspectiva de maior volatilidade provocada pelo ruído político, à medida que o dia das eleições se aproxima, disseram profissionais do Bank of America em relatório.
No documento, o BofA destaca a performance superior da moeda brasileira, seguida pelos ganhos do peso mexicano e do sol peruano --as únicas três divisas relevantes que vencem o dólar no acumulado de 2022.
O real aprecia 6,6%; o sol peruano, 2,9%; e peso mexicano, 2,7%.
No caso da divisa brasileira, os profissionais citam que a maior parte da variabilidade da moeda --mais de 60%-- decorre de fatores idiossincráticos. Os demais se dividem entre crescimento global, crescimento econômico do bloco emergente, prêmio de risco, fator commodities e política monetária norte-americana.
De forma geral, o BofA diz que o pano de fundo, contudo, apoia um dólar forte, na esteira de aperto dos juros nos EUA e deterioração das perspectivas econômicas globais.
"Portanto, continuamos aconselhando investidores a serem cautelosos e evitarem exposição vendida em dólar. Em vez disso, achamos que o valor relativo oferece melhor risco-retorno no câmbio latino-americano. Isso significa que os investidores devem prestar muita atenção aos fatores domésticos", disseram os profissionais no relatório.
Nesse ambiente, o BofA espera que o real e o peso mexicano continuem apresentando desempenho superior às moedas do restante da região.
No Brasil, embora a eleição presidencial de outubro seja um risco, o banco norte-americano espera que o mercado continue esperando um resultado "relativamente neutro", com incerteza menor do que em outras eleições regionais, uma vez que ambos os principais candidatos já são bem conhecidos.
"Ainda assim, esperamos que o ruído político se reflita em maior volatilidade à medida que o dia das eleições se aproxima", disseram os profissionais.
(Por José de Castro)
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