Mísseis russos caem sobre cidades da Ucrânia enquanto Putin diz estar aberto a negociações
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Pavel Polityuk Guy Faulconbridge
KIEV/MOSCOU (Reuters) - A guerra na Ucrânia não parou no Natal, apesar de o presidente russo, Vladimir Putin, ter dito que está aberto a negociações, com suas forças lançando mais de 40 ataques de foguetes no dia de Natal, disseram militares da Ucrânia nesta segunda-feira.
Três militares russos morreram na manhã desta segunda-feira devido à queda dos destroços de um drone ucraniano abatido enquanto atacava uma base na região russa de Saratov, informaram agências de notícias russas, citando o Ministério da Defesa.
Foi o segundo ataque à base neste mês. A base, perto da cidade de Saratov, cerca de 730 km (450 milhas) a sudeste de Moscou e centenas de quilômetros das linhas de frente na Ucrânia, foi atingida em 5 de dezembro no que a Rússia disse terem sido ataques de drones ucranianos contra duas bases aéreas russas naquele dia.
A Reuters não pôde verificar imediatamente a veracidade dos relatos.
Putin disse novamente no domingo estar aberto a negociações e culpou a Ucrânia e seus aliados ocidentais por não se envolverem em conversações.
"Estamos prontos para negociar com todos os envolvidos sobre soluções aceitáveis, mas isso é com eles -não somos nós que nos recusamos a negociar, são eles", disse Putin em entrevista à televisão estatal Rossiya 1.
Um assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que Putin precisa voltar à realidade e reconhecer que é a Rússia que não quer negociações.
"A Rússia atacou sozinha a Ucrânia e está matando cidadãos", disse o conselheiro Mykhailo Podolyak no Twitter. "A Rússia não quer negociações, mas tenta evitar responsabilidades."
A invasão da Ucrânia por Putin em 24 de fevereiro -que a Rússia chama de "operação militar especial"- desencadeou o maior conflito europeu desde a Segunda Guerra Mundial e o confronto mais sério entre a Rússia e o Ocidente desde a Crise dos Mísseis de Cuba em 1962.
Os ataques russos às usinas de energia da Ucrânia deixaram milhões sem eletricidade, e Zelenskiy disse que Moscou pretende tornar os últimos dias de 2022 sombrios e difíceis.
"A Rússia perdeu tudo o que podia este ano. ... Sei que a escuridão não nos impedirá de levar os ocupantes a novas derrotas. Mas temos que estar prontos para qualquer cenário", disse ele em um discurso no dia de Natal.
A Ucrânia tradicionalmente celebra o Natal em 7 de janeiro, assim como a Rússia.
No entanto, este ano alguns ucranianos ortodoxos decidiram comemorar em 25 de dezembro e as autoridades ucranianas, incluindo Zelenskiy e o primeiro-ministro da Ucrânia, emitiram comunicados de Natal no domingo.
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