Bolsa de Buenos Aires faz mais um corte na produção de milho da Argentina
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Nesta quinta-feira (09), a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) trouxe sua atualização de reportes sobre a safra de milho da temporada 2022/23 na Argentina, apontando que as altas temperaturas e a falta de chuvas continuaram afetando as lavouras de milho no país.
A manutenção deste cenário levou a BCBA a reduziu novamente a estimativa de produção argentina de milho, dessa vez para 37,5 milhões de toneladas, patamar 14,5 milhões de toneladas menor do que o registrado na safra passada e era esperado para este ciclo.
“Os loteamentos atrasados e de segunda ocupação estavam passando pelo período de definição de rendimento, portanto, são esperadas perdas de produtividade”, explica o relatório.
No momento, a BCBA classifica as lavouras de milho da Argentina com 5% em condições boas ou excelentes, 36% normais e 59% regulares ou ruins. Além disso, 35% da área tem condição hídrica adequada ou ótima e 65% regular ou seca.
Na semana passada, esses índices eram de 6% boas ou excelentes, 38% médias e 56% ruins. Do lado das condições hídricas, 37% das lavouras estavam como ótimas ou adequadas e 63% com regulares ou secas.
Os técnicos da Bolsa relatam que, as lavouras de segunda safra passam pelo mesmo problema enfrentando pelas de primeira ocupação, onde as altas temperaturas geraram perdas na definição de produtividade, que ainda podem ficar maiores do que o estimado no momento.
“Uma nova onda de calor encontra parte dos lotes de milho com reservas hídricas insuficientes para suprir a alta demanda de evapotranspiração aliviada. Até o momento, o potencial de produção começa a ser descontado nas províncias de Córdoba, Santa Fe e Entre Ríos como resultado do estresse termo-hídrico”.
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