Putin aceitou convite de Kim para visitar a Coreia do Norte, diz Kremlin
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MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, "aceitou com gratidão" o convite do líder norte-coreano, Kim Jong Un, para visitar seu país, disse o Kremlin na quinta-feira, depois que os dois realizaram uma rara cúpula no Extremo Oriente da Rússia.
A cúpula alimentou preocupações dos Estados Unidos de que um eixo Moscou-Pyongyang poderia revigorar as Forças Armadas da Rússia na Ucrânia e fornecer a Kim tecnologia sensível de mísseis.
"Kim Jong Un convidou Putin para visitar a Coreia do Norte (e) Putin aceitou com gratidão esse convite", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres, acrescentando que o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, deverá visitar Pyongyang no próximo mês.
"Esses contatos de alto nível foram muito, muito construtivos. A Coreia do Norte é nossa vizinha e, assim como com outros vizinhos, a Rússia pretende construir e desenvolver boas relações e cooperação mutuamente benéfica com base no respeito mútuo", disse Peskov.
Nas conversas de quarta-feira, Kim e Putin discutiram assuntos militares, a guerra na Ucrânia e a ajuda russa para o programa de satélites da Coreia do Norte. Putin também mostrou a Kim as instalações de lançamento espacial mais modernas da Rússia.
Perguntado se os dois líderes haviam trocado presentes, Peskov disse que Putin deu a Kim uma luva de um traje espacial "que esteve no espaço várias vezes" e um rifle de fabricação russa. Por sua vez, Kim deu a Putin uma arma de fabricação norte-coreana, entre outros presentes, acrescentou Peskov.
Putin, agora de volta a Moscou, informou o Conselho de Segurança da Rússia no início da quinta-feira sobre suas conversas com Kim, disse Peskov. A visita do líder norte-coreano à Rússia continuará por mais alguns dias, acrescentou ele, sem entrar em detalhes.
Putin havia dito anteriormente que Kim visitaria na quinta-feira as fábricas de aviação militar e civil na cidade russa de Komsomolsk-on-Amur e inspecionaria a frota russa do Pacífico em Vladivostok.
(Reportagem da Reuters)
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