PL do Combustível do Futuro propiciará R$250 bi em investimentos, diz Silveira
![]()
(Reuters) - O projeto de lei "Combustível do Futuro", apresentado pelo governo federal nesta quinta-feira, deverá viabilizar investimentos de 250 bilhões de reais, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
O projeto, enviado ao Congresso Nacional, prevê iniciativas para descarbonização da matriz de transportes, com metas de redução das emissões de gases de efeito estufa do setor aéreo e estímulo ao uso e produção de biocombustíveis avançados.
"Serão mais de 250 bilhões de reais em investimentos, isso é transição energética, é a verdadeira economia verde, é o Brasil liderando a transformação energética no mundo", afirmou Silveira, durante cerimônia de assinatura do texto no Palácio do Planalto.
Uma das frentes é o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina, que permite uma mistura de até 30%, condicionada à constatação de sua viabilidade técnica. Atualmente, o teor máximo é de 27,5%. O projeto também altera o percentual mínimo, de 18% para 22%.
A medida é uma forma de elevar a octanagem do combustível nacional e também pode contribuir para a redução do preço da gasolina ao consumidor, além de diminuir as emissões de carbono no Brasil, que é o segundo maior produtor e consumidor de etanol do mundo e possui uma grande frota de veículos flex, disse o Ministério de Minas e Energia.
O projeto também cria um programa nacional de combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês), estabelecendo metas para que os operadores aéreos reduzam suas emissões de dióxido de carbono, de 1% a partir de 2027, chegando a 10% em 2037, por meio da utilização de querosene de aviação com mistura de SAF.
O texto fala apenas em "aumento gradual" da mistura de SAF ao combustível fóssil, não estabelecendo um mandato.
Também está sendo criado um programa nacional para o diesel verde, produzido a partir de matérias-primas exclusivamente derivadas de biomassa renovável.
Haverá um percentual obrigatório de adição ao diesel fóssil até 2037, a ser definido a cada ano pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e que não poderá exceder o limite de 3%, conforme havia anunciado anteriormente o ministro.
Para estabelecer o percentual, o CNPE irá avaliar as condições de oferta do produto, incluindo a disponibilidade de matéria-prima, a capacidade e a localização.
"Além disso, o CNPE deve observar o impacto da participação mínima obrigatória no preço ao consumidor final e a competitividade nos mercados internacionais do diesel verde produzido internamente", afirmou o ministério.
O PL propõe ainda um marco regulatório para atividades de captura e estocagem geológica de dióxido de carbono, cuja regulação também será atribuída à agência reguladora ANP. A ideia é permitir a captura de gases de efeito estufa da atmosfera e injetá-los em reservatórios subterrâneos.
(Por Letícia Fucuchima)
0 comentário
Dólar tem correção técnica e fecha abaixo de R$5,00 com cenário político ainda no foco
Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação
Taxas dos DIs caem em sessão de ajustes após disparada na véspera por laços de Flávio com Vorcaro
Xi diz a Trump que desentedimento sobre Taiwan pode levar a uma situação "perigosa"
Banco do Brasil aposta em pessoa física para melhorar rentabilidade, com agro ainda pressionado
Ações atingem máximas de uma semana com impulso do setor de tecnologia