Açúcar fecha sessão desta 4ª feira no campo misto nas bolsas de NY e Londres
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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (27) no campo misto nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado externo do adoçante busca direcionalmento e tem fatores que pesam dos dois lados da tabela neste momento aos preços.
De um lado, há suporte ao adoçante com o petróleo, temores com a oferta – principalmente asiática – e ajustes, mas pressão com dados do Brasil.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registrou valorização de 0,50%, a 26,37 cents/lb, com máxima em 26,61 cents/lb e mínima de 26,16 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato caiu 0,20%, a US$ 709,30 a tonelada.
Depois das perdas de mais de 1% do açúcar na véspera, o mercado do adoçante passou a ter suporte nesta quarta-feira de um movimento de ajuste de posições, mas ainda busca direcionamento. Os temores com a oferta global também seguem no radar dos operadores de mercado.
As preocupações com as origens asiáticas, inclusive, elevaram os preços externos nos últimos dias para máximas de mais de uma década.
"Os revendedores disseram que o mercado deverá permanecer apertado na próxima temporada global 2023/24, em parte devido a uma queda potencial na produção na Ásia ligada ao fenômeno climático El Niño", disse a agência Reuters.
Na véspera, os preços também sentiram pressão da informação que na 1ª metade de setembro a produção de açúcar no Centro-Sul totalizou 3,12 milhões de toneladas, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
Essa quantidade, quando comparada a registrada na safra 22/23 de 2,87 milhões de toneladas, um aumento de 8,54%. Apesar disso, o volume ficou levemente acima da projeção da S&P Global Commodity Insights de 3,19 milhões de toneladas de açúcar.
No financeiro, o petróleo disparava nesta tarde nas bolsas externas com temores sobre a oferta diante da proximidade do inverno no hemisfério Norte. "A força do petróleo bruto beneficia os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar globais a desviar mais a moagem de cana para o biocombustível em vez de açúcar", disse o Barchart.
Por outro lado, o dólar tinha alta de mais de 1% sobre o real, o que tende a encorajar as exportações, mas pesa aos preços.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar seguem em alta no mercado interno, mas há alguns repiques de baixa. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou a R$ 155,20 a saca de 50 kg com desvalorização de 2,35%.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 154,45 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 26,85 c/lb com desvalorização de 1,11%.
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