Açúcar recua nas bolsas de NY e Londres nesta 2ª com foco no financeiro
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Os futuros do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (02) com queda leve a moderada nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado foi pressionado, principalmente, pelo financeiro, além de também repercutir o avanço da safra no Brasil.
O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 0,49%, a 26,35 cents/lb, com máxima em 26,79 cents/lb e mínima de 26,25 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve baixa de 0,59%, a US$ 701,70 a tonelada.
As cotações do açúcar nas bolsas externas até testaram recuperação em parte da sessão desta segunda-feira. Porém, na finalização dos trabalhos, as perdas acabaram prevalecendo com atenção para o financeiro, além dos recentes dados do Brasil.
No financeiro, o petróleo chegou a cair cerca de 2% nesta tarde com realização de lucros. As oscilações do óleo bruto impactam diretamente na decisão de produção das usinas por açúcar ou etanol com base na rentabilidade dos produtos.
Além disso, o dólar tinha alta sobre o real, o que tende a encorajar as exportações e pesa sobre os preços externos das commodities, incluindo o adoçante.
No Brasil, as expectativas positivas com o andamento do ciclo 2023/24 também foram fator de pressão. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) trouxe na semana passada que na 1ª metade de setembro a produção de açúcar no Centro-Sul totalizou 3,12 milhões de toneladas.
Essa quantidade, quando comparada a registrada na safra 22/23 de 2,87 milhões de toneladas, um aumento de 8,54%. Apesar disso, o volume ficou levemente acima da projeção da S&P Global Commodity Insights de 3,19 milhões de toneladas de açúcar.
Ainda nos fundamentos, positivamente, os preços seguem acompanhando os temores com a oferta diante do desenvolvimento de safra aquém do esperado nas origens asiáticas.
MERCADO INTERNO
O açúcar segue valorizado no interno com atenção ao exterior. Além disso, de acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP), a oferta de açúcar para o spot paulista permanece restrita com usinas priorizando a exportação
No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou a R$ 155,74 a saca de 50 kg com valorização de 0,15%.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 155,08 a saca e alta de 0,41%, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 27,11 c/lb com baixa de 1,74%.
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