Reforma do IR vai ao Congresso em 2024 e taxação de grandes fortunas não está na pauta, diz Appy
![]()
BRASÍLIA (Reuters) -O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou nesta sexta-feira que a reforma do Imposto de Renda deverá ser enviada ao Congresso no início de 2024, argumentando não ver sentido em enviar um projeto de lei ao Legislativo no encerramento do ano.
Em entrevista ao site Poder360, Appy disse que não está em discussão iniciativa para taxar grandes fortunas. Segundo ele, o sistema de tributos sobre a renda é mais importante para a arrecadação do que cobranças sobre patrimônio.
"A tributação de grandes fortunas não está na nossa pauta, não neste momento, a gente está focando mais na tributação da renda", disse.
"Aqui no Brasil a gente tem falhas que fazem com que pessoas de alta renda muitas vezes paguem menos imposto do que pessoas de renda mais baixa, a gente está focando em corrigir essas distorções, não está em discussão o imposto sobre grandes fortunas", acrescentou.
O secretário disse que não há proposta fechada para a reforma do Imposto de Renda, mas o texto terá como premissa um aumento da eficiência e da justiça tributária, cobrando menos dos mais pobres.
Na entrevista, Appy ainda afirmou que a alterações no texto da reforma tributária sobre o consumo feitas pelo Senado podem levar a alíquota geral do novo imposto a até 27,5%, mas o governo não descarta a possibilidade de o patamar ficar abaixo de 27%.
Segundo ele, o nível exato da alíquota -- a ser definido posteriormente via lei complementar -- dependerá de regulamentação de regimes favorecidos, da abrangência do imposto seletivo e da definição exata dos itens que serão beneficiados com redução das cobranças.
O relatório da reforma está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde deverá ser votado antes de ser enviado ao plenário.
Appy disse também que reunião na Fazenda definiu que será mantido o valor anual de 60 bilhões de reais para repasse ao Fundo de Desenvolvimento Regional previsto na proposta de reforma -- governadores defendem um valor maior para compensar possíveis perdas com as mudanças.
O secretário afirmou que o governo está confortável com o efeito fiscal da proposta, considerando esse valor a ser repassado aos Estados, e argumentou que há um limite para os gastos.
"Não dá para achar que o governo aceita qualquer valor, isso não é verdade", afirmou.
(Por Bernardo CaramEdição de Eduardo Simões)
0 comentário
Turquia e Irã discutem abertura do Estreito de Ormuz e cessar-fogo entre EUA e Irã, diz fonte
Trump diz que EUA não pretendem prorrogar acordo provisório com Irã
Ações europeias recuam pressionadas por setor de luxo; tensões entre EUA e Irã persistem
Devastados pela guerra, governantes do Irã temem mais dificuldades econômicas e agitação social caso EUA intensifiquem pressão
Política de juros do BC está mais relacionada a descasamento doméstico entre demanda e oferta, diz Galípolo
Ibovespa titubeia pressionado por bancos após maior série de quedas desde 2023; Casas Bahia desaba