Dólar cai no dia, mas acumula alta de 1,45% na semana com foco no Fed
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar à vista fechou a sexta-feira em leve baixa ante o real, mas ainda assim acumulou ganho consistente na semana, em meio ao movimento global de redução das apostas de que o Federal Reserve começará a cortar juros já em março.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9273 reais na venda, em baixa de 0,10%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,45%. Em janeiro até agora, a moeda acumula elevação de 1,56%.
Na B3, às 17:20 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,03%, a 4,9355 reais.
A divisa dos EUA novamente oscilou em margens estreitas nesta sexta-feira, sob influência do cenário externo. No início do dia, quando os rendimentos dos Treasuries chegaram a operar no território negativo, o dólar demonstrava fraqueza ante várias divisas, incluindo o real.
Às 10h21, a moeda norte-americana à vista marcou a cotação mínima de 4,9030 reais (-0,59%).
No fim da manhã, porém, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global de investimentos -- escalou patamares mais elevados, com investidores ainda repercutindo falas de autoridades e dados econômicos recentes que indicam possibilidade maior de o Fed não cortar juros em março.
A alta dos rendimentos dos títulos norte-americanos deu força ao dólar, que no Brasil marcou a máxima de 4,9402 reais (+0,16%) no segmento à vista às 12h06.
Ao longo da tarde, no entanto, o dólar voltou a oscilar perto da estabilidade, em leve baixa na maior parte do tempo, em sintonia com o exterior, onde a moeda cedia ante uma cesta de divisas fortes e em relação a boa parte das moedas de exportadores de commodities.
Às 17:20 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,08%, a 103,280.
No Brasil, as atenções seguiam voltadas para as negociações em Brasília em torno da medida provisória de reoneração da folha de pagamentos das empresas.
Pela manhã, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que há acordo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revogar a MP, mas a informação não foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Também pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve variação positiva de 0,01% em novembro, na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado. O resultado do mês ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,10%, mas interrompe três meses seguidos em território negativo.
O BC vendeu na sessão desta sexta-feira todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de março.
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