Dólar mais fraco e quedas do boi pressionaram o milho, que fechou a 4ªfeira caindo até 1,5% na B3
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A quarta-feira (04) chega ao final com movimentações negativas para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 67,89 e R$ 71,15, contabilizando recuos de até 1,5%.
De acordo com o Consultor de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado comprador do Brasil está desacelerado com as indústrias de ração se encaminhando para as paradas de final de ano e manutenções, deixando de comprar nos últimos dias.
“A B3 reflete esse movimento, que é considerado normal para essa época do ano pelo”, diz Brandalizze.
A análise da Agrinvest acrescenta ainda que, além do dólar mais fraco nesta quarta-feira, a forte queda do boi na B3 também exerce pressão sobre o cereal da B3.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento janeiro/24 foi cotado à R$ 71,15 com desvalorização de 1,59%, o março/25 valeu R$ 70,71 com perda de 1,59%, o maio/25 foi negociado por R$ 70,56 com baixa de 1,11% e o julho/25 teve valor de R$ 67,89 com queda de 0,45%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve poucas alterações nesta quarta-feira. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização apenas nas praças de Sorriso/MT e Dourados/MS.
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro também encerraram uma quarta-feira de movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
“O mercado foi pressionado pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul, seguindo também a aceleração do dólar frente a outras moedas correntes e as perdas do petróleo em Nova York”, explica a análise da SAFRAS & Mercado.
“Além disso, o cereal foi impactado pela agitação política na Coreia do Sul, um dos maiores compradores de produtos agrícolas dos Estados Unidos”, acrescenta a consultoria.
Outro ponto de pressão no mercado internacional foi a demanda de milho para a produção de etanol nos Estados Unidos, que recuou 4,11% na semana encerrada em 29 de novembro, segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).
O vencimento dezembro/24 foi cotado à US$ 4,22 com baixa de 1,25 pontos, o março/25 valeu US$ 4,30 com perda de 2,25 pontos, o maio/25 foi negociado por US$ 4,35 com desvalorização de 2,50 pontos e o julho/25 teve valor de US$ 4,38 com queda de 2,50 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira (03), de 0,30% para o dezembro/24, de 0,52% para o março/25, de 0,57% para o maio/25 e de 0,57% para o julho/25.
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