Trump quer aumentar teto da dívida dos EUA e diz que não deseja ver calote
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PALM BEACH, Flórida (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira esperar que o Congresso norte-americano aumente o teto da dívida do país, acrescentando que não quer que o governo federal deixe de pagar sua dívida, que atualmente chega a 36 trilhões de dólares.
"Eu simplesmente não quero ver um calote. Isso é tudo o que eu quero", disse Trump a repórteres em entrevista coletiva em seu resort na Flórida.
A última ampliação do teto da dívida pelo Congresso, acordada em 2023, expirou no final do ano e, desde então, o Departamento do Tesouro tem usado medidas extraordinárias para evitar a inadimplência.
Essas medidas poderiam evitar o calote por mais alguns meses, mas o Congresso provavelmente teria que aprovar uma legislação que abordasse o teto da dívida até a metade do ano.
O teto da dívida não alcançou seu objetivo nominal -- limitar empréstimos --, mas tem sido objeto de disputas periódicas no Congresso, assustando os mercados financeiros ao flertar com o risco de um calote desestabilizador.
Ainda no mês passado, Trump torpedeou um projeto bipartidário de gastos temporários ao insistir que o Congresso aumentasse o teto da dívida -- ou simplesmente o eliminasse -- antes do fim do mandato do presidente democrata Joe Biden, em 20 de janeiro.
Os republicanos da Câmara não tinham os votos necessários para atender às exigências de Trump.
Já há várias semanas republicanos do Congresso e Trump estão discutindo se devem tentar aprovar sua agenda legislativa em um único projeto de lei de grande porte ou em dois menores. De qualquer forma, os republicanos usariam uma ferramenta processual chamada reconciliação para contornar a oposição democrata no Senado.
Nesta terça-feira, o segundo republicano na hierarquia da Câmara, Steve Scalise, disse a repórteres que os parlamentares de seu partido "planejam avançar em um único projeto de lei de reconciliação" que teria como objetivo aumentar a segurança nas fronteiras e reprimir imigrantes nos Estados Unidos, além de estender os cortes de impostos de 2017 e aumentar a produção de combustíveis fósseis.
Scalise acrescentou, no entanto, que se Trump preferir dividir a legislação em dois projetos de lei, essa também é uma possibilidade.
Trump observou em sua entrevista coletiva que dois projetos de lei poderiam ser preferíveis.
(Reportagem de Steve Holland, em West Palm Beach, Flórida; e Tim Reid e Richard Cowan, em Washington)
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