Café: demanda preocupa, com preços do Arábica abaixo dos 400 c/lb
Os preços futuros do café Arábica caíram abaixo de 400 c/lb após a alta do começo de março, com o contrato de Maio/25 oscilando entre 370 e 390 c/lb, na última semana. O Robusta seguiu a mesma tendência, com os fundos especulativos da ICE e CFTC liquidando posições compradas.
“Apesar dos impactos climáticos recentes no Brasil, a previsão de chuvas na segunda quinzena de março ajudou a aliviar a pressão nos preços. No entanto, a principal preocupação do mercado é a possível queda na demanda, especialmente entre 2024 e 2025”, diz Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.
Os preços futuros do café subiram desde dezembro, especialmente para o Arábica, levando a um repasse mais intenso dos custos aos consumidores desde o final de 2024 e para 2025. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), esse choque de preços pode levar meses ou anos para ser totalmente sentido, uma vez que deve ocorrer em menor intensidade que o observado na Bolsa. Os índices de preços ao consumidor analisados a partir grandes mercados do produto mostram alta em países como Alemanha, França, Itália e Estados Unidos.
“No Brasil, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mostra que, nos últimos 12 meses, houve aumento nos preços do café para a população, que já percebe uma fatia maior de participação do produto no índice”, observa a analista.
Para os próximos meses, ainda não foi descartado um impacto na demanda. Traders e torrefadores já vêm comprando apenas o necessário e há notícias que o varejo ao redor do globo tem resistido aos aumentos.
“Considerando o atual cenário de preços, a nossa projeção atual é de uma leve queda de 0,9% na demanda global em 24/25 e 0,1% em 25/26. No entanto, o cenário global ainda aponta para um déficit na próxima safra, o que pode sustentar os preços no longo prazo”, conclui.
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Egnaldo Barros da Silva São Paulo - SP
Quais é as explicações e motivos para as altas dos produtos nos mercados brasileiro, no caso do café, arroz, óleos, farinha de trigo.......e muito mais itens básico para os brasileiro, quais os motivos de etar tudo caro para a população.