EUA serão atingidos por 'altas tarifas' de outros países, alerta o Global Times da China
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PEQUIM, 18 de março (Reuters) - As tarifas dos EUA causarão danos significativos à economia norte-americana, enquanto outros países reagem com "altas tarifas" sobre produtos americanos, alertou a mídia estatal chinesa, deixando a porta aberta para mais medidas de Pequim à medida que outra onda de impostos se aproxima.
Apenas dois meses após retornar à Casa Branca, o presidente Donald Trump desencadeou conflitos comerciais com a China, Canadá, México e a União Europeia. Trump também está ameaçando tarifas recíprocas sobre todos os países que taxam as importações dos EUA, com essas taxas potencialmente entrando em vigor em 2 de abril.
A China respondeu rapidamente com contramedidas em fevereiro e março, quando duas rodadas de tarifas de Trump entraram em vigor. E é amplamente esperado que Pequim reaja rapidamente às tarifas de abril, caso elas se concretizem.
"Em resposta às tarifas dos EUA, seus parceiros comerciais não ficarão de braços cruzados", escreveu o tabloide nacionalista chinês Global Times em um editorial na terça-feira.
"Retaliar com altas tarifas sobre as exportações dos EUA pode se tornar uma opção para muitos países."
Pequim impôs taxas retaliatórias sobre exportações agrícolas e de alimentos dos EUA, impôs restrições à exportação e ao investimento de 25 empresas americanas, suspendeu licenças de importação de soja de três empresas americanas e interrompeu importações de toras dos EUA.
A China também lançou investigações sobre alguns produtos de fibra óptica dos EUA.
Para ajudar empresas estrangeiras sediadas na China a resistir a "choques externos", seu ministério do comércio tomará uma série de medidas para ajudá-las a expandir as vendas no país, de acordo com Yuyuan Tantian, uma conta de mídia social afiliada à emissora estatal CCTV, na segunda-feira, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
"Muitos países estão buscando ativamente diversificar suas parcerias econômicas e reduzir sua dependência dos EUA por meio da formação de novas alianças comerciais", afirmou o Global Times.
Reportagem da Beijing Newsroom; Edição de Kim Coghill
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