Soja intensifica baixas em Chicago nesta 3ª, com realização de lucros e EUA mais caro do que o BR
![]()
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem recuando na sessão desta terça-feira (4) e vão intensificando as perdas entre os contratos mais negociados. As perdas variavam de 14,75 a 17,25 pontos, por volta de 11h30 (horário de Brasília), mas com todos os principais vencimentos ainda acima dos US$ 11,00 por bushel. O janeiro tinha US$ 11,17 e o maio, US$ 11,34.
O mercado realiza lucros após os ganhos acumulados dos últimos dias, os quais refletiram, principalmente, as boas expectativas sobre o comércio de soja entre China e Estados Unidos. No entanto, um acordo efeitvo, oficial e na prática ainda não foi informado, o que acaba deixando a movimentação dos preços um pouco mais fragilizada.
Nos próximos dias, as autoridades deverão estar reunidas novamente, porém, agora os traders anseiam pela efetivação dos negócios.
Analistas e consultores de mercado afirmam que os chineses precisam destes volumes da oleaginosa americana, enquanto outros acreditam que isso é questionável e ainda acrescentam o fato de que o produto brasileiro passa a ficar mais barato agora, o que continua atraindo a demanda da nação asiática. E assim, os futuros vão definindo seus caminhos.
"O tão esperado acordo entre Donald Trump e Xi Jinping não saiu do papel. Não houve assinatura oficial, nem cerimônia, nem comunicado da China. Tudo o que existe são postagens e declarações dos Estados Unidos. Na prática, nada obriga Pequim a comprar soja americana', explica o diretor da Royal Rural, Ronaldo Fernandes. "Quando os EUA anunciaram o suposto acordo, Chicago reagiu forte. Entre os dias 27 de outubro e 3 de novembro, o contrato novembro subiu 7,41%, saltando de US$ 10,41 pra US$ 11,19 por bushel. Foi uma disparada, mas com um efeito colateral claro: a soja americana ficou cara demais".
Assim, com alguns caminhos que os preços têm ainda a definir, o mercado permanece em alerta, mas não entrou em uma trajetória de baixa, ainda como pondera Fernandes. "Pra Chicago, essa queda ainda não é uma virada definitiva. O mercado agora espera o relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 14 de novembro. A aposta é que ele venha altista, mas mesmo se vier, Chicago perto de US$ 11 já mostrou que, nesse nível, a China não compra dos EUA. E quando isso acontece, quem volta a ser o destino natural das compras é o Brasil".
O clima para a safra 2025/26 do Brasil - e logo mais da Argentina também - é mais um ponto de atenção no radar dos players. O plantio avança bem, porém, as condições ainda precisam melhor em algumas regiões-chave de produção.
0 comentário
Soja tem dia de queda em Chicago com movimento puxado pelo recuo do óleo de soja
Soja recua em Chicago nesta manhã de 4ª feira, se ajustando após dias de volatilidade
Acordo China /EUA, preço do petróleo e clima na safra americana seguem no radar do mercado
Soja no Brasil avançará pouco em 26/27 e precisa de biocombustíveis no futuro, diz Veeries
Soja caminha de lado em Chicago nesta tarde de 3ª, após disparada na sessão anterior
Anec faz leve aumento na previsão para exportação de soja do Brasil em maio