Vendas no varejo do Brasil contrariam expectativas em outubro e têm maior alta em 7 meses
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Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier
SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 11 Dez (Reuters) - O setor de varejo brasileiro contrariou as expectativas e registrou em outubro o maior aumento das vendas em sete meses, embora tenha mantido o ritmo lento em meio à taxa de juros elevada que dificulta o crédito.
As vendas no varejo tiveram alta de 0,5% em outubro na comparação com o mês anterior, contra expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,1%.
Esse foi o resultado mais forte desde março, quando houve aumento de 0,7% nas vendas.
Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda crescimento de 1,1% em relação ao mês do ano anterior, ante expectativa de recuo de 0,2%.
A alta mensal "rompe com o padrão observado de variações pequenas ou negativas. Foi uma alta espalhada, pois o volume de vendas cresceu em sete dos oito setores investigados pela pesquisa", disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.
Os varejistas brasileiros vêm enfrentando um cenário de política monetária restritiva, que restringe o crédito e o consumo, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho segue forte com renda elevada. Diante disso, o setor vem apresentando resultados mensais mais próximos de zero ao longo do ano.
O Banco Central decidiu na véspera manter a taxa Selic em 15% ao ano, como esperado, e não sinalizou quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta.
"O resultado parece mais uma recomposição de perdas dos últimos meses do que uma mudança de tendência. Nos últimos sete meses, o setor varejista contraiu em cinco, sendo um dos setores mais afetados pelas condições monetárias adversas e menor confiança do consumidor", avaliou André Valério, economista sênior do Inter.
Mostraram resultados positivos em outubro Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%), Móveis e eletrodomésticos (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%).
O único resultado negativo foi de Tecidos, vestuário e calçados, com queda de 0,3% das vendas. "Essa queda se deu, principalmente, pela parte de vestuário, de produtos de moda e acessórios", segundo Santos.
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 1,1% em relação a setembro.
As vendas de veículos e motos, partes e peças aumentaram 3,0% e as de material de construção tiveram expansão de 0,6% em outubro.
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