Wall Street tem leve queda com ações de tecnologia sofrendo nova pressão
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Por Purvi Agarwal e Nikhil Sharma
30 Dez (Reuters) - O S&P 500 e o Nasdaq tinham leve queda nesta terça-feira, em pregão de baixa liquidez, com as ações de tecnologia sofrendo pressão pelo segundo dia, enquanto as quedas nas ações financeiras pesavam sobre o Dow.
As ações de tecnologia caíam 0,2%, com Nvidia e Apple caindo 0,6% e 0,4%, respectivamente. Os ganhos nessas ações de peso pesado elevaram o S&P 500 a um recorde de alta na semana passada.
Meta avançava 1,4%, impulsionando o setor de serviços de comunicação em 0,4%. A empresa controladora do Instagram disse na segunda-feira que adquirirá a startup de inteligência artificial Manus.
Os volumes de negociação eram baixos às vésperas do Ano Novo, que manterá os mercados dos EUA fechados na quinta-feira.
As perdas da Goldman Sachs e da American Express pesavam sobre o Dow.
Às 12h13 (horário de Brasília), o Dow Jones Industrial Average caía 0,18%, para 48.376,82 pontos, o S&P 500 perdia 0,10%, para 6.897,46 pontos, e o Nasdaq Composite tinha queda de 0,15%, para 23.438,92 pontos.
Todos os três principais índices caminham para registrar ganhos mensais robustos em dezembro, com o S&P 500 e o Dow marcando seu oitavo mês consecutivo de alta, a mais longa sequência de avanços mensais desde 2017.
O índice de referência S&P 500 ficou a menos de 1% da marca histórica de 7.000 pontos na semana passada, com alguns investidores de olho em uma "recuperação do Papai Noel", um fenômeno sazonal no qual o S&P 500 normalmente registra ganhos nos últimos cinco dias de negociação do ano e nos dois primeiros dias de negociação de janeiro, de acordo com o Stock Trader's Almanac.
O foco permanece na ata da reunião de 9 e 10 de dezembro do Federal Reserve, em que o banco central realizou um corte esperado de 25 pontos-base e adotou uma postura cautelosa em relação a novas reduções até que houvesse mais clareza sobre a saúde do mercado de trabalho dos EUA. O documento será divulgado às 16h.
Entretanto, dados econômicos moderados desde então e as expectativas de um novo presidente "dovish" (propenso a defender juros mais baixos) do Fed alimentaram o otimismo em relação a novos cortes nas taxas de juros dos EUA em 2026.
O S&P 500 subiu cerca de 17% até o momento neste ano, conforme o frenesi para capitalizar a inteligência artificial ajudou o índice a ficar à frente do STOXX 600 da Europa, apesar de os investidores terem se afastado das ações dos EUA no início do ano, em meio a disputas comerciais e uma perspectiva incerta para o Fed.
As tensões geopolíticas também podem continuar a ser um risco para o humor do mercado, com a Rússia tendo dito que endurecerá sua postura de negociação após acusar Kiev de atacar uma residência presidencial russa, dias depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou progresso nas negociações de paz.
O enfraquecimento das esperanças de um acordo de paz deu suporte aos preços do petróleo, permitindo que o subíndice de energia do S&P superasse seus pares com um aumento de 0,7%.
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