Realização de lucros na B3 derruba futuros do milho nesta quarta-feira
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A quarta-feira (7) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com informações do site internacional Successful Farming, a quarta-feira teve altas generalizadas para milho, trigo, soja e derivados na CBOT, todas impulsionadas por sinais de forte demanda pelos produtos dos Estados Unidos.
“Crescem as expectativas de que a China possa comprar mais soja americana do que a meta de 12 milhões de toneladas, já que a soja americana continua competitiva com a brasileira, principalmente quando se leva em conta a variação cambial. Mesmo uma leve queda na produtividade da soja americana no relatório WASDE da próxima semana terá impacto no complexo, ainda que a demanda permaneça constante. O mercado também está prestando mais atenção à demanda por milho, visto que o interesse dos importadores não está diminuindo”, disse Karl Setzer, sócio da Consus Ag Consulting.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,46 com valorização de 2,75 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,54 com alta de 2,75 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,59 com elevação de 2,75 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,52 com ganho de 2 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última terça-feira (6), de 0,62% para o março/26, de 0,61% para o maio/26, de 0,60% para o julho/26 e de 0,44% para o setembro/26.
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3), finalizaram o pregão desta quarta-feira registrando movimentações negativas.
Na visão de Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, as cotações do milho recuam na B3 com uma movimentação técnica que visa a realização de lucros, mas os fundamentos de mercado permanecem positivos.
Brandalizze destaca que as exportações brasileiras de milho em dezembro de 2025 surpreenderam positivamente com 6,127 milhões de toneladas embarcadas, chegando em 41 milhões para o acumulado do ano, acima das 36 milhões estimadas inicialmente.
“Está exportando bem e a demanda interna é recorde. Setor de etanol bateu recorde, setor de ração bateu recorde, e vão bater recorde novamente em 2026", avalia.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 69,00 com queda de 0,68%, o março/26 valeu US$ 73,07 com desvalorização de 1,12%, o maio/26 foi negociado por US$ 72,51 com baixa de 1,01% e o julho/26 teve valor de US$ 70,51 com perda de 0,34%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho oscilou com poucas perdas e poucos ganhos neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização em Brasília/DF e São Gabriel do Oeste/MS e percebeu desvalorizações em Não-Me-Toque/RS e Sorriso/MT.
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