Sem NY, açúcar inicia a semana em baixa em Londres
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As bolsas de Chicago e Nova York não operam nesta segunda-feira (19) em função do feriado do Dia de Martin Luther King comemorado nos Estados Unidos. Para o açúcar, a bolsa de Londres opera registrando leve queda de 0,26% no contrato março/26, que é negociado a US$427.30 por tonelada nesta manhã. O maio é precificado a US$425.80 (-0.19%) e o agosto a US$421.20 (-0.09%).
No mercado físico brasileiro, a dinâmica recente foi de preços levemente mais baixos e liquidez reduzida. Segundo Maurício Muruci, consultor da Safras & Mercado, a segunda semana de janeiro mostrou usinas focadas na oferta de açúcar de maior coloração (entre 200 e 300 Icumsa). Por ser um produto de menor valor agregado em comparação ao cristal de alta qualidade, essa disponibilidade específica acaba puxando as médias de preço para baixo e limitando o fechamento de grandes negócios.
Em contrapartida, o etanol hidratado segue trajetória de alta. Em Ribeirão Preto (SP), o biocombustível encerrou a semana cotado a R$ 3,69 o litro, uma valorização de 1,1%. A sustentação dos preços vem do ápice da entressafra no Centro-Sul, que mantém os estoques das usinas em níveis baixos e eleva o "conforto" dos produtores para fixar pedidas maiores. Além disso, a demanda das distribuidoras reaqueceu, impulsionada pela necessidade de recompor os estoques intermediários que foram consumidos durante as festas de fim de ano.
No front das exportações, os dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para janeiro de 2026 revelam que o volume está compensando a queda de preços. A média diária de embarques disparou 31,7% na comparação com janeiro de 2025, atingindo 123,41 mil toneladas. Esse ganho de escala foi crucial para neutralizar a desvalorização de 22,4% no preço médio da tonelada (que caiu para US$ 376,30), permitindo que a receita diária média do setor registrasse um crescimento de 2,2%, alcançando US$ 46,43 milhões.
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