Wall Street amplia ganhos com alívio tarifário e dados otimistas dos EUA
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Por Sruthi Shankar e Pranav Kashyap
22 Jan (Reuters) - Os principais índices de Wall Street continuaram a subir nesta quinta-feira, aproximando-se de suas máximas históricas, depois que o presidente Donald Trump suavizou sua ameaça de tarifas contra a Europa, enquanto um novo conjunto de dados econômicos reforçou a resiliência da economia norte-americana.
Às 13h12 pelo horário de Brasília, o índice Dow Jones subia 0,87%, aos 49.503,17 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,65%, aos 6.920,37 pontos, e o Nasdaq avançava 0,79%, aos 23.407,91 pontos.
Os principais índices dos EUA se recuperaram na quarta-feira, com o S&P 500 registrando seu maior ganho percentual em um único dia em dois meses, após Trump recuar na imposição de tarifas como forma de pressionar a Groenlândia, sugerindo, em vez disso, que um acordo estava próximo para encerrar a disputa sobre o território dinamarquês.
As ameaças de Trump em relação a tarifas haviam causado apreensão nos mercados globais na terça-feira, embora os operadores tenham retornado rapidamente às bolsas de valores após sua mudança de posição.
O Índice de Volatilidade da CBOE, também conhecido como o indicador de medo de Wall Street, caiu ainda mais em relação ao pico de dois meses atingido na terça-feira.
"A onda de vendas que vimos não teve nada a ver com a política de venda de ativos americanos. Tem mais a ver com o aumento das operações de hedge (proteção) por parte de investidores não americanos", disse Elias Haddad, chefe global de estratégia de mercados da Brown Brothers Harriman.
As ações de tecnologia estiveram na liderança das altas, com Alphabet, Tesla, Apple e Meta com ganhos firmes. O setor de serviços de comunicação também subia.
O índice de gastos de consumo pessoal mostrou aumento considerável em novembro e outubro, provavelmente mantendo a economia no caminho certo para um terceiro trimestre consecutivo de forte crescimento.
Os dados foram divulgados antes da decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve na próxima semana, em que se espera amplamente a manutenção, em meio à inflação ainda persistente e a evidências de resiliência econômica.
Os investidores também estão levando em consideração a incerteza sobre quem Trump escolherá para liderar o banco central. Ele reiterou suas críticas ao chair atual, Jerome Powell, na quarta-feira, por não cortar juros de forma mais agressiva. Segundo Trump, uma decisão sobre o próximo chair do Fed será tomada em breve.
Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados aumentaram menos do que o esperado na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho norte-americano manteve um ritmo constante de crescimento de empregos em janeiro. Enquanto isso, a economia dos EUA cresceu 4,4% no terceiro trimestre de 2025, um pouco acima da previsão, segundo estimativa final.
(Reportagem de Sruthi Shankar e Pranav Kashyap em Bengaluru)
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