Preços da soja têm espaço para mais baixas no Brasil até que passe o pico da colheita; pressão do dólar é intensa
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O mercado da soja no Brasil segue desafiando o produtor e exigindo ainda mais das suas estratégias comerciais e gestão de risco. O fôlego dos futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago tem sido insuficiente para uma melhora das cotações internamente, uma vez que a pressão exercida pelo dólar é mais agressiva e deverá ser mais persistente.
Segundo explicou o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro, há pouco espaço para uma retomada do dólar frente ao real, o que deixa o cenário pressionado por mais tempo. No final da manhã desta quinta-feira (23), a divisa voltava a operar abaixo dos R$ 5,20, com perdas de quase 0,6%. E assim, as janelas de possibilidade de vendas acabam ficando mais ajustadas.
No entanto, Palavro explica também que, apesar disso tudo, o Brasil vem registrando alguns negócios com a soja da safra nova, diante da necessidade do produtor de fazer caixa e poder garantir o cumprimento de seus compromissos financeiros. "Mas, ainda estamos com um volume muito baixo em relação a anos anterior (...) O fluxo é lento neste momento e as despesas não esperam".
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