Ex-presidente da Rioprevidência é preso em operação ligada ao caso Master
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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 3 Fev (Reuters) - O ex-presidente da Rioprevidência foi preso nesta terça-feira na segunda fase da operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da caixa de previdência do Estado do Rio de Janeiro, disseram fontes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
As investigações são um desdobramento do escândalo do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado.
Deivis Antunes foi detido em uma rodovia no Sul do Estado numa ação conjunta da PF e da PRF. Segundo as fontes, a prisão ocorreu em rodovia que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, onde ele trafegava em um carro alugado.
Ele já tinha sido alvo de um mandado de busca e apreensão no mês passado, mas Antunes se encontrava de férias nos Estados Unidos. Após a primeira fase da operação Barco de Papel, ele deixou a presidência da Rioprevidência.
Nesta segunda fase, os policiais federais cumpriram três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Os alvos são suspeitos de obstrução de investigações e ocultação de provas.
“Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação deflagrada em 23 de janeiro, a Polícia Federal identificou movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento do investigado, manipulação de provas digitais, além da transferência de bens (dois veículos de luxo) para terceiros”, afirmou em nota a PF.
A operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de títulos emitidos pelo Banco Master, no valor de quase R$1 bilhão. Os investimentos ocorreram entre novembro de 2023 e julho de 2024.
“As prisões foram determinadas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que considerou haver risco concreto de destruição de provas e obstrução das investigações caso os envolvidos permanecessem em liberdade”, adicionou a PF.
A Reuters ainda não conseguiu contato com a defesa de Antunes. A caixa de previdência do Estado atende cerca de 250 mil servidores fluminenses.
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