Açúcar sobe mais de 2% em NY e acima de 3% em Londres nesta 3ª feira

Publicado em 03/02/2026 16:34
Movimento é sustentado pelo câmbio e tendência de produção mais favorável ao etanol

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Os preços do açúcar encerraram esta terça-feira (03) com altas expressivas nas bolsas internacionais, com ganhos superiores a 2% em Nova Iorque e acima de 3% em Londres. O avanço foi sustentado principalmente pela desvalorização do dólar frente ao real, fator que reduz o interesse dos produtores brasileiros em vender açúcar para exportação e, consequentemente, limita a oferta no mercado global.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 avançou 0,37 cent, alta de 2,59%, encerrando a sessão a 14,64 cents/lbp. O maio/26 subiu 0,40 cent, ganho de 2,90%, com fechamento a 14,17 cents/lbp. O julho/26 registrou valorização de 0,38 cent, avanço de 2,76%, cotado a 14,15 cents/lbp. Já o outubro/26 teve alta de 0,34 cent, elevação de 2,41%, encerrando o dia a 14,46 cents/lbp.

Em Londres, os contratos também tiveram desempenho positivo. O março/26 ganhou US$ 12,40, alta de 3,06%, fechando a US$ 417,60 por tonelada. O maio/26 avançou US$ 12,40, valorização de 3,03%, cotado a US$ 421,60 por tonelada. O agosto/26 subiu US$ 10,00, alta de 2,47%, encerrando a US$ 414,20 por tonelada, enquanto o outubro/26 teve ganho de US$ 7,70, avanço de 1,91%, com fechamento a US$ 410,50 por tonelada.

Além do efeito cambial, na tarde da última segunda-feira (02), a Czarnikow destacou que usinas processadoras de cana-de-açúcar no Brasil estão atrasadas nas operações de hedge de açúcar para a safra 2026/27, que começa em abril, e devem priorizar a produção de etanol.

“Quase não vimos preços nos últimos dois meses — as usinas não estão dispostas a vender abaixo do custo de produção”, afirmou Ana Zancaner, analista sênior de açúcar da Czarnikow em São Paulo.

Apesar de projetar aumento na produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil na safra 2026/27, a Czarnikow revisou para baixo a estimativa do mix destinado ao açúcar, de 50,5% para 48,3%. A mudança representa uma redução de cerca de 700 mil toneladas na produção do adoçante, o que também contribuiu para a sustentação das cotações nesta sessão.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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