Oferta restrita e atraso na colheita sustentam alta do feijão em janeiro, aponta indicador Cepea/CNA

Publicado em 03/02/2026 16:43 e atualizado em 03/02/2026 18:00
Cenário contrasta com janeiro do ano passado, período marcado por pressão baixista sobre os preços

O mercado brasileiro de feijão encerrou janeiro em forte alta, impulsionado pela combinação de oferta ajustada e ritmo lento da colheita da primeira safra, conforme aponta o indicador Cepea/CNA. Entre 23 e 30 de janeiro, os preços avançaram de forma significativa na maioria das regiões acompanhadas, com destaque para o feijão preto e para o feijão carioca de melhor qualidade.

No acumulado do mês, o feijão carioca apresentou a maior valorização dos últimos quatro meses, enquanto o feijão preto registrou a maior alta mensal desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024. O cenário contrasta com janeiro do ano passado, período marcado por pressão baixista sobre as cotações.

Feijão preto – Tipo 1: A combinação de demanda mais aquecida e a oferta restrita elevou os preços em Curitiba (PR), onde a cotação avançou 9,1% na última semana de janeiro, movimento reforçado pelos embarques interestaduais. Na média mensal, os valores ficaram quase 14% acima dos registrados em dezembro, retomando patamares semelhantes aos de abril de 2025, embora ainda permaneçam cerca de 16% abaixo dos níveis observados em janeiro do ano anterior.

Feijão carioca – Notas 9 ou superiores: A escassez de lotes de alta qualidade intensificou a reação das cotações. Entre 22 e 29 de janeiro, os preços subiram mais de 10% em praças como o Noroeste de Minas, Itapeva (SP) e Curitiba (PR). Na média mensal, houve avanço de 4,9% em relação a dezembro, com os valores passando a operar cerca de 10% acima dos registrados em janeiro de 2025.

Feijão carioca com notas 8,0 e 8,5: Os grãos também apresentaram altas generalizadas, reduzindo o diferencial de preços em relação ao produto de melhor qualidade. Na média de janeiro, esse grupo alcançou os maiores patamares da série iniciada em setembro de 2024, com valorização de 5,1% frente a dezembro e de 19,3% na comparação anual.

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Fonte:
CNA

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