Petróleo sobe 2% após EUA abaterem drone iraniano e diante de preocupações com barcos armados
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Por Scott DiSavino
NOVA YORK, 3 Fev (Reuters) - Os preços do petróleo subiram perto de 2% nesta terça-feira, depois que os EUA abateram um drone iraniano que se aproximava de um porta-aviões norte-americano e barcos armados se aproximaram de um navio com bandeira norte-americana no Estreito de Ormuz, alimentando preocupações de que as negociações para diminuir as tensões entre os EUA e o Irã pudessem ser interrompidas.
Os contratos futuros do Brent tiveram ganho de US$1,03, ou 1,6%, fechando a sessão em US$67,33 por barril, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$1,07, ou 1,7%, para fechar a US$63,21.
Ambas as referências do petróleo bruto caíram mais de 4% na segunda-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã estava "conversando seriamente" com Washington.
Mas, nesta terça-feira, militares dos EUA abateram um drone iraniano que se aproximou "agressivamente" do porta-aviões Abraham Lincoln no Mar Arábico.
No Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, um grupo de lanchas iranianas se aproximou de um petroleiro com bandeira dos EUA ao norte de Omã, disseram fontes marítimas e uma consultoria de segurança nesta terça-feira.
Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, membros da Opep, exportam a maior parte de seu petróleo bruto pelo estreito, principalmente para a Ásia.
"O esforço diplomático para evitar um ataque militar dos EUA no Irã está se desfazendo... parece que (elementos no Irã) estão fazendo o possível para sabotar o processo neste momento", disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho, em uma nota.
Segundo dados da Administração de Informação Energética dos EUA, o Irã foi o terceiro maior produtor de petróleo bruto da Opep em 2025.
“A importância do Irã nos mercados de petróleo vai muito além de seu próprio perfil de produção. O peso geopolítico do país está enraizado em sua localização estratégica, sua influência sobre a dinâmica de segurança regional e sua capacidade de interromper infraestruturas energéticas críticas e rotas de trânsito”, disse Jorge Leon, vice-presidente sênior e chefe de análise geopolítica da consultoria Rystad Energy.
Mais cedo nesta terça-feira, os preços do petróleo ganharam apoio com o acordo comercial entre os EUA e a Índia, que aumentou as esperanças de um aumento na demanda global por energia, enquanto os contínuos ataques da Rússia à Ucrânia aumentaram as preocupações de que o petróleo de Moscou continuasse sob sanções por mais tempo.
A decisão de Trump de reduzir as tarifas sobre as importações indianas melhorou o sentimento entre exportadores e formuladores de políticas, mesmo com os detalhes do acordo ainda escassos.
Trump anunciou um acordo comercial com a Índia na segunda-feira para reduzir as tarifas de 50% para 18% em troca de Nova Délhi interromper as compras de petróleo russo e reduzir barreiras comerciais. A Índia é uma das maiores economias e importadoras de petróleo do mundo.
(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Robert Harvey e Stephanie Kelly em Londres, Anushree Mukherjee em Bengaluru e Trixie Yap em Cingapura)
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