UE diz que não aceitará nenhum aumento nas tarifas dos EUA após decisão da Suprema Corte: “acordo é acordo”
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Por Philip Blenkinsop
BRUXELAS, 22 Fev (Reuters) - A Comissão Europeia exigiu neste domingo que os Estados Unidos cumpram os termos do acordo comercial entre a UE e os EUA alcançado no ano passado, depois que a Suprema Corte norte-americana derrubou as tarifas globais de Donald Trump e ele respondeu com novas taxas.
A Comissão, que negocia a política comercial em nome dos 27 países-membros da UE, afirmou que Washington deve fornecer “total clareza” sobre as medidas que pretende tomar após a decisão da corte.
Depois que a corte derrubou as tarifas globais de Trump na sexta-feira, o presidente dos EUA anunciou tarifas temporárias e generalizadas de 10%, que ele então aumentou para 15% um dia depois.
“A situação atual não é propícia para um comércio e investimento transatlântico ‘justo, equilibrado e mutuamente benéfico’, conforme acordado por ambas as partes” na declaração conjunta que estabelece os termos do acordo comercial do ano passado, afirmou a Comissão. “Acordo é acordo.”
Essa declaração foi muito mais contundente do que a resposta inicial da Comissão na sexta-feira, que havia dito apenas que estava estudando o resultado da decisão da Suprema Corte e mantendo contato com o governo dos EUA.
O acordo comercial do ano passado estabeleceu uma tarifa de 15% para a maioria dos produtos da UE, com exceção dos abrangidos por outras tarifas setoriais, como as aplicáveis ao aço. Também permitiu tarifas zero para alguns produtos, como aeronaves e peças sobressalentes. A UE concordou em eliminar as taxas de importação sobre muitos produtos dos EUA e retirou a ameaça de retaliar com impostos mais elevados.
“Em particular, os produtos da UE devem continuar a se beneficiar do tratamento mais competitivo, sem aumentos nas tarifas além do teto claro e abrangente previamente acordado”, disse o Executivo da UE, acrescentando que tarifas imprevisíveis são perturbadoras e minam a confiança nos mercados globais.
(Reportagem de Philip Blenkinsop)
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