Taxas dos DIs caem após arrecadação recorde em janeiro
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 24 Fev (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem baixas leves nesta manhã de terça-feira, após dados da Receita Federal indicarem um recorde de arrecadação em janeiro, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries exibem leves altas.
A Receita Federal divulgou às 10h15 os dados da arrecadação de janeiro, originalmente programados para as 11h. Os números mostraram que a arrecadação do governo federal teve alta real (descontada a inflação) de 3,56% em janeiro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$325,751 bilhões -- um recorde para meses de janeiro.
O resultado foi impulsionado pela atividade econômica resiliente e por aumentos de tributos.
Após os números, as taxas dos DIs, que oscilavam perto da estabilidade, passaram a operar com leves quedas.
Às 10h39, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,515%, em baixa de 2 pontos-base ante o ajuste de 12,53% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,365%, em queda de 3 pontos-base ante 13,392%.
No exterior, os Estados Unidos passaram a aplicar nesta terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na última sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu no sábado.
A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.
Neste cenário, as taxas dos Treasuries tinham altas leves nesta manhã. O rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 2 pontos-base, a 3,455%. Já o retorno do título de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 1 ponto-base, a 4,037%.
Os títulos norte-americanos precificavam nesta manhã em 47,6% a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% em junho -- mês de reunião do Federal Reserve com apostas mais divididas no curto prazo --, contra 45,2% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch.
No Brasil, as opções de Copom precificavam na sexta-feira -- dado mais recente -- 80,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 14,42% de chance de redução de 25 pontos-base e 2,75% de possibilidade de manutenção em 15% ao ano.
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