EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
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9 Mar (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera a possibilidade de reduzir as sanções contra a Rússia para ajudar a esfriar o aumento dos preços globais de energia desencadeado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, com um possível anúncio ainda nesta segunda-feira, disseram à Reuters três fontes familiarizadas com o planejamento.
A medida teria o objetivo de aumentar o fornecimento mundial de petróleo em meio a enormes interrupções nos embarques do Oriente Médio devido à expansão do conflito, mas também poderia complicar os esforços dos EUA para privar a Rússia de receita para sua guerra na Ucrânia.
As discussões podem incluir um alívio amplo das sanções, além de opções mais direcionadas que permitiriam que certos países, como a Índia, comprassem petróleo russo sem medo das penalidades dos EUA -- que incluem tarifas --, relataram as fontes sob condição de anonimato.
Na semana passada, os Estados Unidos permitiram que a Índia comprasse temporariamente petróleo bruto russo já em navios-tanque no mar para ajudá-la a lidar com os cortes no fornecimento do Oriente Médio.
As novas medidas podem ser anunciadas ainda nesta segunda-feira, disseram as fontes.
"O presidente Trump e toda a sua equipe de energia tinham uma forte estratégia de jogo para manter os mercados de energia estáveis bem antes do início da Operação Fúria Épica, e continuarão a analisar todas as opções confiáveis", disse Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca, usando o termo do governo para a guerra.
"Qualquer anúncio de política virá diretamente do presidente ou de sua equipe", disse Rogers.
(Reportagem de Jarrett Renshaw)
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